Antigamente, a televisão era o meio de comunicação mais influente e onde as pessoas se informavam e se divertiam no dia a dia. Mas com o advento dos computadores e da internet, a TV foi ficando meio de lado e a internet cada vez mais tomando o lugar de informação e entretenimento.

Plataformas de conteúdo se tornaram praticamente "a televisão" dos mais jovens. Quem se imagina hoje, sem um Netflix? A plataforma de streaming tem mais de 100 milhões de assinantes e tem seu catálogo com filmes, séries, documentários e produções originais dos mais variados gêneros.

Os assinantes da plataforma estão em constante crescimento. E por conta das medidas tomadas pelos governos, com a intenção de conter o surto de coronavírus, mais pessoas estão ficando em casa. Ou seja, mais tempo para ver aquela série que estava nos planos, aquele filme que todo mundo está falando e só você não viu. Ou apenas colocar alguma coisa para passar o tempo.

E claro que, com esse número de pessoas ao mesmo tempo na plataforma, ela corre o risco de sobrecarregar-se. Por esse motivo a Netflix vai seguir uma medida, que foi adotada na Europa. Ela irá diminuir a quantidade de bits transmitidos, mas não a resolução das imagens. Isso fará com que o tráfego seja feita com 25% menos de dados.

A prática de redução da qualidade de transmissão de vídeos foi adotada pela União Europeia na última semana. No Brasil essa medida começou a ser colocada em prática na segunda-feira dessa semana. E ela chegará a todos os usuários da Netflix no Brasil até no máximo sexta-feira.

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Netflix

De acordo com o comunicado, feito pela Netflix, não haverá restrição com relação à transmissão em determinadas resoluções. Aquelas pessoas que assistem à programação em Ultra HD (4k) ou em uma definição bem alta, Full HD e 1080p, continuarão a ter acesso a essa qualidade de vídeo. O que a Netflix vai fazer, é diminuir as taxas de bits usados na transmissão.

“Em circunstâncias normais, fazemos diferentes transmissões simultâneas de um único título em cada resolução. O que faremos agora é remover as faixas de frequência com maior fluxo de dados”, explicou Ken Florance, vice-presidente de entrega de conteúdo da Netflix.

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Essa política de transmissões simultâneas é uma das ferramentas que a plataforma encontrou para evitar que os vídeos fiquem travando ou "engasguem" quando tiverem sendo exibidos.

“Quem é muito ligado em qualidade de vídeo pode perceber uma pequena queda na qualidade de cada resolução, mas a entrega ainda será na resolução pela qual o usuário pagou", ressalta.

Essas medidas serão válidas, inicialmente, por 30 dias para todo território nacional. A Netflix quer diminuir em 25% o seu tráfego de internet. Ela é uma das maiores responsáveis pelo fluxo de informações na rede junto com Amazon Prime e YouTube.

Outros casos

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Não só a Netflix resolveu adotar essa redução aqui no Brasil. No domingo, a Globo anunciou que vai cortar as suas transmissões em 4K e Full HD dos seus serviços de streaming, que são Globoplay, Globosat Play, Globoesporte.com, GShow e o site G1.

Os vídeos vão ser exibidos em alta definção, 720p. Com isso, eles querem gerar uma economia de tráfego. E de acordo com eles, essa economia será de 52% no tráfego de dados em um capítulo de novela de 60 minutos.

O Facebook e o Instagram também entraram na mesma linha, mas não detalharam as medidas tomadas. Na Europa, a Amazon Prime e o YouTube também irão diminuir a qualidade. A Amazon não detalhou suas medidas. E o YouTube disse que os europeus vão assistir vídeos na definição padrão, SD 480p, nos próximos 30 dias.

Publicado em: 26/03/20 15h08