Aproximadamente 14 anos após o final da série original, Tsugumi Ohba e Takeshi Obata retornaram com um one-shot de Death Note. Essa edição comemorativa foi anunciada em maio do ano passado. Assim, no decorrer dos oito meses seguintes, informações sobre o projeto foram sendo gradativamente divulgadas. Posteriormente, no início desse mês, a publicação finalmente foi lançada e disponibilizada gratuitamente online. Ao passo que a nova narrativa não incluía Light nem L, fomos apresentados a um novo protagonista, Minoru Tanaka. Contudo, ao contrário do Kira anterior, Minoru tinha planos diferentes para o caderno mortal. Em suma, o personagem não queria fazer justiça com as próprias mãos, mas estava interessado em ganhar dinheiro. Sendo assim, ele resolveu leiloar o caderno pelo Twitter. Surpreendentemente, grandes nações entraram na disputa pelo material e até mesmo Donald Trump teve destaque na narrativa. Todavia, no fim, nem mesmo o insano lance de um quadrilhão de dólares foi suficiente para que Trump adquirisse o Death Note. Enfim, apesar desse one-shot contar com apenas 87 páginas, ele conseguiu reascender o interesse dos fãs pelo anime. Na verdade, muito além disso, essa publicação nos mostrou que precisamos de uma sequência animada de Death Note.

Apesar do último de seus 37 episódios ter sido exibido em junho de 2007, o anime da Madhouse se mantém entre os mais populares do mundo. Visto que o universo da história de Ohba é especialmente atraente, não é preciso pensar muito para entender o porquê disso. Contudo, o constante aumento do consumo de animes tem resultado no lançamento de vários títulos diferentes. Logo, mesmo diante de sua qualidade atemporal, Death Note pode acabar sendo deixado de lado. Sendo assim, é certo que a franquia precisa se reinventar e possui todo o necessário pra isso. Porém, como isso poderia ser desenvolvido?

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Reviver o anime de Death Note é uma necessidade

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Geralmente, o problema de muitas franquias é seu prolongamento exaustivo. No entanto, o caso de Death Note é exatamente o contrário. Portanto, a criação de Ohba e Obata deveria receber uma atualização nas telas, da mesma forma que aconteceu nas páginas. Segundo o ComicBook.com, a premissa básica de DN é simples e o one-shot provou que é possível manter a ideia original sem perder a autenticidade de um novo conjunto de personagens e eventos. Sendo assim, a franquia é construída de tal maneira que poderia entregar o Death Note para diversos protagonistas diferentes, mantendo o vínculo com a série inicial e obtendo resultados inéditos. Só para ilustrar, Minoru foi aleatoriamente escolhido por Ryuk. Então, por que isso não poderia acontecer novamente?

Em suma, Death Note é e se manterá como um clássico. Contudo, a franquia tem potencial para transcender suas conquistas e cativar novas gerações de fãs. Assim, uma forma de desenvolver essa ideia seria transformar o anime em uma antologia onde cada episódio segue um personagem diferente. Como resultado disso, veríamos pessoas variadas, com diversos conjuntos de valores e motivações usando o caderno de forma particular. Sem dúvidas, o que não falta em Ohba e Obata é potencial criativo pra isso.

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Publicado em: 06/02/20 18h15