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O que aconteceu com as baratas da NASA que foram alimentadas com pedras vindas da Lua?

POR Arthur Porto    EM Ciência e Tecnologia      29/07/19 às 16h35

A gente não para de se surpreender, não é verdade? Sim! E a gente adora. Sabe por quê? Porque quando a gente acha que já viu de tudo nessa vida, o cenário muda. Assim, sem mais e nem menos. Sabe qual foi a última que deixou a gente de boca aberta? Ninguém mais, ninguém menos que a Agência Espacial Americana (NASA), resolveu alimentar baratas com rochas lunares há algum tempo. Isso mesmo. E sabe o que é pior? As esquisitices não param por aí. Como a gente sabe disso tudo? As comemorações pelos 50 anos da missão Apollo 11 estão trazendo à tona todo tipo de histórias. As que vamos contar aqui foram divulgadas na semana passada pelo site Space.com.

A NASA possui a maioria das rochas lunares que a tripulação da Apollo 11 trouxe para casa. E o que fazer com as amostras? Estudá-las, claro. Como? Fazendo um pequeno conjunto de experimentos. Tudo porque os cientistas precisavam se certificar de apenas duas coisinhas. Primeiro, os pesquisadores necessitavam saber se havia germes perigosos na superfície lunar. E, segundo, precisavam confirmar que estas amostras não seriam uma ameaça para a vida terrestre.

Para alcançar tais respostas, certas providências foram tomadas. Os próprios astronautas, que realizaram a missão por exemplo, tiveram que ficar em quarentena após retornar à Terra. Os astronautas permaneceram isolados por três três semanas. Neste mesmo momento, os pesquisadores resolveram injetar material lunar em um grupo de ratos. Os animaizinhos foram tão cuidadosamente monitorados quanto os astronautas, que também estavam atentos ao estado dos camundongos.

O processo

No entanto, esse monitoramento não era tão simples assim como imaginamos. Isso não é como observar se um menino tem febre ou não. Tanto que um documento, emitido pela NASA, dizia que avaliar tais procedimentos era como navegar em um "mar de ignorância". Além disso, o documento enfatizava também que os autores não poderiam prever quantas amostras de pedras lunares seriam necessárias. Então, como solucionaram o problema? Como navegar nesse mar de incertezas?

A agência decidiu estudar outros animais. Além dos ratos, foram usadas codornas, peixes, camarões, ostras, moscas e baratas. Para poder utilizar o material lunar de forma consciente, as pedras foram reduzidas a pó. Metade da poeira lunar utilizada foi esterilizada, o que não aconteceu com a outra metade. As amostras usadas foram usadas de diferentes formas. Ratos e codornas receberam injeções. As amostras, direcionadas aos insetos, foram misturadas comida. No caso dos animais aquáticos, o material lunar foi misturado a água em que eles viviam.

Depois de observá-los durante um mês, os animais se saíram relativamente bem. O único grupo prejudicado foi o das ostras. A maioria não sobreviveu. Os cientistas, no entanto, creditaram isso ao fato dos testes terem sido feitos durante a temporada de reprodução. Além de animais, a Nasa realizou testes também em plantas. Os experimentos, neste caso, incluíam cultivar sementes em solo lunar. Os cientistas plantaram tomate, tabaco, repolho, cebola e samambaia. O surpreendente aqui é que, diferente dos animais, as plantas responderam melhor. Algumas até cresceram mais que o normal.

O resultado

Os astronautas não mostraram sinais de infecções. Os ratos e grande parte dos outros animais sobreviveram aos exames. Após tais estudos, a Nasa se convenceu de que o material lunar era, sim, inofensivo. Por esse motivo, depois da Apollo 14, em 1971, a agência encerrou os testes com animais e a política de quarentena.

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Via   Space  
Imagens Space
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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