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O que existe nos terríveis campos de concentração da Coreia do Norte?

POR Isabela Ferreira EM Curiosidades 29/12/17 às 12h22

capa do post O que existe nos terríveis campos de concentração da Coreia do Norte?

As diferenças culturais e políticas existentes ao redor do mundo são gritantes. Não há como, por exemplo, comparar os regimes políticos do Brasil e da Coreia do Norte. No caso deste último, não é novidade para ninguém que a população norte coreana vive sob um regime extremamente autoritário. O país, liderado por Kim Jong-un, vive um de seus momentos mais tensos e perversos, cercado por incertezas e esperança de uma vida melhor e mais livre.

Nós aqui da Fatos já escrevemos algumas matérias  a respeito. Você pode querer conferir como uma jornalista viveu infiltrada no país e fez descobertas assustadoras, ou ainda saber mais sobre como funcionam as prisões por lá. O fato é que, pior que suas prisões, são seus campos de concentração. Sim, eles existem. A Coreia do Norte já foi denunciada diversas vezes pelas Nações Unidas por crimes contra a humanidade... Não é de se surpreender que eles mantenham políticas cruéis.

Embora uma comparação com a Alemanha Nazi ainda seja muito pesada, não tenhamos dúvidas de que Jong-un tem a mente de um ditador extremista e com tom de superioridade. Os inimigos do estado são enviados para esses campos de concentração, onde sofrem os mais diversos terrores e traumas psicológicos.

Prisioneiro em campo de concentração da Coreia do Norte

Acredita-se que cerca de 200 mil vítimas do sistema de despotismo de Jong-un vivam nesses campos, em situação de pobreza extrema. São vigiados por guardas armados como se estivessem preparados para a guerra, portando granadas, rifles automáticos e ferozes cães treinados. Embora seja quase impossível fugir do local, algumas pessoas conseguiram tal proeza... Entretanto, possuem marcas de dor irreparáveis, relatando coisas escabrosas que acontecem nessas "prisões infernais".

Jeong Kwang II é um desses. Certa vez, durante um ápice de fome e loucura, resolveu coletar alguns pinhões e atravessar a fronteira com a China para tentar vendê-los. No entanto, o homem acabou sendo capturado por guardas que estavam convictos de que ele estava traficando para o outro lado da fronteira. Para conseguirem uma confissão, o torturaram. Kwang conta que não suportou e acabou confessando, conforme queriam. A partir dali, foi condenado a 6 anos em um campo de concentração... Estes, que seriam os mais longos e tortuosos de toda sua vida.

O que acontecia

Ele conta que realizava uma série de trabalhos forçados, desde carregar enormes troncos de madeira para montanhas sem a ajuda de ferramentas, até empilhar os corpos daqueles que morriam. Diversas vezes, os prisioneiros precisavam se juntar para levar os cadáveres até uma montanha, onde jogavam todos em uma espécie de caldeirão e os queimavam. Após 29 meses cumprindo sua pena, Kwang foi libertado e mais tarde conseguiu fugir para a Coreia do Sul.

Outro caso é o de Lim Hye-jin. É uma mulher que passou 7 anos de sua vida em um campo de concentração. Ali, foi marcada por tragédias. Enquanto ainda tinha 20 anos, dois de seus irmãos conseguiram fugir. Como represália, teve outros 7 parentes brutalmente assassinados por tropas norte coreanas.

Como se não bastasse, seus irmãos acabaram sendo presos na China e deportados de volta para a Coreia do Norte. Assim que caíram nas mãos dos guardas, foram decapitados na frente de todos os outros prisioneiros. Ela ainda menciona que qualquer um poderia ser violentado pelos guardas, a qualquer hora, em qualquer lugar.

Quando as mulheres ficavam grávidas eram forçadas a abortar. Por outro lado, quando a gravidez era descoberta em estágio avançado, os guardas esperavam o bebê nascer. Em seguida, os espancavam até a morte ou queimavam vivos. Daí podemos julgar porque chamam o local de "prisão do inferno".

Sem contar tudo isso, uma das piores situações que teve de enfrentar foi quando a obrigaram a desfilar nua na frente dos guardas homens. Após o fatídico acontecimento, ela decidiu que fugiria dali. Felizmente conseguiu. Foi buscar abrigo na Coreia do Sul, onde pôde se livrar de tanta dor e sofrimento. Histórias como essas servem para que tenhamos uma pequena noção de todos os horrores que acontecem na Coreia do Norte. De fato, um dos lugares mais cruéis e desprezíveis do mundo.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!


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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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