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O que mata mais: selfies ou ataques de tubarões?

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      12/07/19 às 18h00

"Tubarão" é daqueles blockbusters que são responsáveis por verdadeiros traumas. Gerações de banhistas, desde 1975, olham as profundezas escuras da água com medo do que os monstros se escondam por debaixo. É uma fobia tão poderosa que até os especialistas na área já desenvolverem medos irracionais quanto ao oceano. Esse é o caso de Ali Mattu e James Hambrick. Ambos são psicólogos na Universidade de Columbia para Ansiedade e Distúrbios Relacionados. A formação dos profissionais diz-lhes que a fobia de tubarão é tão sensata quanto temer um ataque de dinossauros. Mattu e Hambrick, mesmo assim, lutaram com o medo das barbatanas desde que viram o filme quando crianças. Porém, deixe-me falar uma coisa: existe um medo real que as pessoas não estão prestando atenção o suficiente: o ato de se registrar selfies. É tão grave que chega ao ponto de perguntarmos o que mata mais: selfies ou ataques de tubarões?

Traumas sempre coexistem em nosso consciente (e inconsciente), mesmo que não sejam fundamentados estritamente na realidade concreta. Alguns são mais justificáveis do que outros. Um exemplo vívido: as próprias selfies. Esses famosos auto retratos representam mais fatalidades do que ataques de tubarão, revela um novo estudo.

A ameaça iminente: selfiecídio

O que mata mais: selfies ou ataques de tubarões? Bom, a resposta parece ser mais simples do que imaginávamos. De acordo com relatório indiano, 259 pessoas morreram em 137 acidentes relacionados às selfies entre 2011 e 2017. As informações foram extraídas do Journal of Family Medicine and Primary Care. Quando comparamos esses dados com as mortes causadas por tubarões, temos estatísticas curiosas.

Apenas 50 pessoas foram mortas por tubarões no mesmo período analisado. Embora 259 mortes ao longo de sete anos não pareçam muito, as fatalidades relacionadas às selfies estão em "alta". No ano de 2011, haviam apenas três. Entretanto, em 2017, o número chegou a 100.

A situação até gerou seu próprio selo ou categoria bizarra: Selfiecide. No início deste ano, a instagrammer Gigi Wu morreu de hipotermia depois de cair em uma ravina enquanto caminhava pela Montanha Yushan/Taiwan. Wu era conhecida por posar em picos de montanha com trajes de banho.

Em outubro passado, o casal indiano Vishnu e Minaxi Moorthy morreram tentando tirar uma selfie em Taft Overlook, no Parque Nacional de Yosemite. A conta do casal no Instagram, "Holidays and Happily Ever After", que tinha mais de 25 mil seguidores, frequentemente mostrava situações perigosas. Apenas um mês antes, o adolescente israelense Tomer Frankfurter caiu de outro pico de Yosemite, em Nevada Fall.

Incidência

De acordo com o estudo, a vítima típica de "selfiecídio" é um homem com 20 e poucos anos. A maioria é da Índia, com porcentagens menores na Rússia, nos Estados Unidos e no Paquistão. Em grande parte, as mortes são causadas por afogamento, atropelamento ou queda. Outras causas incluem: posar com armas carregadas, animais selvagens ou enquanto estiver dirigindo.

Embora o relatório mostre que a maioria das mortes fora resultado de "comportamento de risco", nem todo selfiecídio aconteceu nessas circunstâncias. Alguns foram ocasionados sem quaisquer antecedentes perigosos, como se afogar depois de ser atingido por uma onda sorrateira. Os autores do estudo pedem que os governos locais declarem "zonas sem selfie" em áreas perigosas, como picos de montanhas e edifícios altos.

Em Mumbai, já existem 16 dessas zonas. Entretanto, as pessoas das regiões dizem que elas são amplamente ignoradas. Pesquisadores dizem que suas descobertas são "apenas a ponta do iceberg", nos levando a imaginar que estamos realmente vivendo em um episódio de Black Mirror.

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Via   nypost  
Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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