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Onde vai parar o A-68, o maior iceberg do mundo que se desprendeu da Antártida?

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      15/07/19 às 18h36

Os icebergs, regularmente, se formam na Antártida. Dependendo de seus tamanhos, eles podem ganhar nomes e até mesmo serem inclusos em mapas de navegação. Quando eles se separam das geleiras e plataformas de gelo, eles acabam a mercê das correntes oceânicas e dos ventos.

Nosso planeta já tem seu longo período de existência e já passou por várias mudanças.Umas delas, que os pesquisadores consideram uma das mais drásticas, é a mudança climática. Isso vem afetando o mundo de várias maneiras diferentes e talvez caminhe para um ponto onde se torne cada vez mais difícil manter a nossa existência.

Essa mudança climática é causada pelo homem e suas ações com o meio ambiente. Com o passar do tempo, essas mudanças foram se agravando. E, há dois anos, um bloco gigante de gelo, chamado A68, se desprendeu da Antártida.

Como é possível ser visto em imagens de satélite, esse iceberg, que é o maior do mundo, girou nas águas do Mar de Weddell e está se mexendo para o norte pela península da Antártida.

Por algum tempo, se achou que essa massa de água congelada, que tem 160 quilômetros de comprimento, tinha ficado presa no lugar onde o mar era mais raso. Nesse tempo, o A68 tinha a possibilidade de se tornar a maior ilha de gelo do mundo. Mas ele voltou a se mexer e ainda aumentou a sua velocidade.

"Para um objeto que pesa cerca de um trilhão de toneladas, o iceberg A68 parece ser um tanto quanto ágil", disse o professor de geologia, Adrian Luckman, glaciologista da Universidade de Swansea, no Reino Unido.

"Depois de um ano ficando próximo ao bloco de gelo do qual se desprendeu, em meados de 2018, o A68 foi atingido pela Weddell Gyre, uma corrente oceânica que o girou em 270 graus e o carregou 250 km ao norte", explicou.

"O iceberg tem 160km de comprimento e apenas 200 metros de grossura, proporção equivalente à de um cartão de crédito. Então é surpreendente que ele tenha sofrido tão pouco dano em sua viagem até agora", continuou.

Desprendimento

Em julho de 2017, o A68 se desprendeu da beirada da plataforma de gelo, conhecida como Larsen C. O professor Luckman é parte também do projeto Midas, que acompanha o Larsen C e que também segue o progresso do A68. Para isso, ele e sua equipe utilizam satélites europeus do tipo Sentinel-1.

Esses dois satélites passam pela região onde está o iceberg, com pequenos intervalos de tempo. Eles têm sensores de radar que conseguem ver a superfície da Terra mesmo com tempo ruim ou iluminação precária. Atualmente, por exemplo, a Antártida está em meio à escuridão do inverno.

O A68 se manteve praticamente o mesmo, mas perdeu alguns pedaços consideráveis. Um pedaço caiu assim que o iceberg se desprendeu. E o pedaço foi tão grande que recebeu seu próprio nome: A68b. Esse pedaço tem aproximadamente 135 quilômetros por 5. E, atualmente, se encontra a 110 quilômetros ao norte da península.

Assim como a maior parte dos icebergs do Mar Weddell, o A68 e o A68b serão jogados na Corrente Circumpolar Antártica, e de lá, serão jogados para o Atlântico Sul. Eles irão para um caminho que ficou conhecido como iceberg alley.

Corrente

A corrente e os ventos em que esses icebergs estão destinados a ir é a mesma que o famoso explorador Ernest Shackleton usou em 1916 para escapar da Antártida logo depois de perder o seu navio no gelo. Ele estava mirando a olha de Geórgia do Sul, bem a leste da costa da Argentina.

Na ilha, é possível ver icebergs tubulares gigantescos. E como a parte de baixo deles é bem maior do que a que se vê na superfície, eles tendem a ficar presos próximo à ilha, que é um território britânico. E talvez, seja para lá que o A68 esteja se movimentando.

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Via   BBC  
Imagens BBC
Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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