Os castigos escolares mais absurdos que ainda existem pelo mundo

POR Thamyris Fernandes    EM Curiosidades      22/03/14 às 19h25

Suspensões, tranferências, reclamações formais aos pais e notas baixas são algumas das punições mais comuns nas escolas de hoje em dia, certo? Mais ou menos. Embora no Brasil os casos de agressões nos colégios sejam raros e tenham uma repercussão escandalosa na imprensa, há lugares no mundo em que situações semelhantes acontecem quase todos os
dias.

E não pensem que esse seja um defeito apenas dos países mais pobres. Grandes potências, como os Estados Unidos e algumas nações europeias contam com acontecimentos lamentáveis ligados a punições físicas contra alunos, muitas vezes autorizadas pelos pais.

Confira alguns dos registros mais absurdos de castigos aplicados em algumas escolas pelo mundo:

Estados Unidos

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Para quem não conhece, palmatória era um instrumento usado nas escolas para bater nas mãos dos alunos rebeldes ou que se esforçavam pouco no aprendizado. O objeto feito de madeira lembra uma colher do tipo espumadeira. Cheio de furinhos, seu desenho é responsáveis por fazer sucção ao encontrar a pele com violência.

No Brasil esses castigos foram abolidos das escolas nos anos 60, mas nos Estados Unidos, 19 estados ainda permitem essa prática. Se os pais não querem que o filho seja espancado, precisam enviar um documento à direção do colégio no início do ano letivo.

No Texas, por exemplo, aconteceu um caso que ganhou muita repercussão, em meados de 2012. Nessa época, uma adolescente que deixou um colega copiar sua lição preferiu receber golpes de palmatória a ser suspensa, para não comprometer o rendimento escolar.

Portugal

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Não se assuste, mas nem a Europa se salva desse problema. Em Portugal, por exemplo, houve um caso (em 2010) de uma menino de 10 anos, que apanhou do professor de computação e teve sua cabeça batida contra o teclado várias vezes. O menino havia rido de um colega e o homem achou que a surra serviria como exemplo para que ninguém mais fizesse bullying na aula.

Paquistão

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Como era de se esperar, o caso do Paquistão é um tanto mais grave... e constante. Estimativas apontam que, em média, 35 mil crianças abandonam a escola todos os anos no país, devido aos maus tratos na sala de aula. Em 2008, por exemplo, uma aluna foi levada ao hospital, com hemorragia interna, por ganhar uma paulada na cabeça. O professor estava "punindo" a menina por não ter feito a lição de casa.

Bangladesh

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País cheio de casos de agressão em sala de aula, os professores em Bangladesh costumam usar de diversos métodos para "punir" seus alunos. Muitos acertam as mãos, pernas e cabeças das crianças com palmatória, pressionam seus dedos com canetas e até as amarram, dependendo do problema. Um dos casos mais graves nesse sentido aconteceu em 2000, quando uma menina foi acertada na cabeça por estar comendo amendoim. Ela tinha 6 anos e desmaiou com a pancada.

Nepal

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No Nepal absurdos também acontecem frequentemente, mas a diferença é que os pais (pelo menos a maioria) apoiam as duras punições. Há casos terríveis de crianças que se machucam devido aos castigos nas escolas e que são humilhadas na frente dos colegas. No ano 2000, por exemplo, quase 20 crianças foram obrigadas a lamber fezes por não decorarem a tabuada.

Oriente Médio

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Além do difícil acesso às escolas, especialmente com relação à população mais pobre, a educação no Oriente Médio é tratada a "ferro e fogo". Em 2007, por exemplo, um aluno conseguiu fugir do colégio e chamar a polícia para intervir em um sessão de punições aos alunos indisciplinados. Além do espancamento, muitos foram estuprados pelos professores nesse dia.

Índia

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Outro país que vive cheio de casos de agressões nas escolas é a Índia. Há cidades em que até 70% da população estudantil já relatou punições físicas, como reguadas, safanões, e algumas outras torturas, como ficar de joelho em pisos irregulares. Em 2011, um caso desses terminou em tragédia. Depois de perder 3 dias de aula, o aluno de um internato foi forçado a correr pelo pátio. Mas depois da segunda volta o menino morreu.

Thamyris Fernandes
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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