Pessoas deficientes agora podem sentir suas próteses. Entenda

POR Natália Pereira    EM Ciência e Tecnologia      15/03/18 às 19h56

A tecnologia tem se desenvolvido cada vez mais, com o objetivo de tornar a vida humana mais fácil e prazerosa. Apesar de ser uma criação magnífica, o corpo humano possuí algumas restrições que acabam o tornando limitado. A verdade é que, no futuro, as pessoas esperam poder acabar com os empecilhos apresentados pelas questões biológicas por meio da tecnologia. O que tem se tornado cada vez mais real.

O avanço tecnológico pelo qual estamos passando agora irá revolucionar milhares de vidas, em um futuro próximo. Acidentes acontecem e, independente do motivo que acabou levando a pessoa a isso, amputações não são tão incomuns quanto alguns imaginam. E, apesar de não se ter o número médio de amputados, um dado de 2012 mostrou que, naquele ano, 26 pessoas sofreram amputação. Algo assim muda completamente a vida de uma pessoa mas, graças a ciência, isso representa cada vez menos problemas.

O problema

Os membros artificiais, como o próprio nome já diz, são próteses criadas para a substituição de um membro. E, apesar de já existirem a um bom tempo, elas eram limitadas e não funcionavam exatamente como o membro original. Ter uma parte do seu corpo trocada por outra, da qual você não tem o controle total, não é nada fácil, ou mesmo agradável. E, mais uma vez, a ciência tem buscado formas de melhorar os problemas humanos. Mas, se tratando dos membros artificiais, o que poderia ser desenvolvido para deixá-los melhor?

Novos membros artificiais

Um nova prótese biônica foi desenvolvida por cientistas da Case Western Reserve University, e publicado pela Science Translational Medicine. Depois de perceberem o problema dos pacientes amputados de identificarem a força aplicada por eles ao segurar um objeto, já que não podiam sentir realmente, o grupo resolveu tentar solucionar a questão. E foi aí que os testes começaram.

O novo membro artificial vai permitir que as pessoas possam sentir o toque e algumas texturas novamente. Isso acontece porque os sensores colocados na parte artificial enviam sinais aos nervos do seu corpo. O teste foi feito com dois homens e tem obtido o resultado esperado.

Resultado

Para fazer com que isso fosse possível, os cientistas colocaram sensores em uma mão biônica e, em seguida, implantaram um bracelete nos nervos restantes no local. Isso fez com que os estímulos eletrônicos na mão fossem emitidos para os nervos do braço e, depois, para o cérebro. O paciente em questão foi capaz de identificar sensações diferentes em 19 pontos, que iam desde a palma da mão até a ponta dos dedos.

E os resultados da nova tecnologia não pararam por aí. Ele também foi capaz de identificar pressões feitas sobre ela e texturas. Um teste feito, com o paciente vendado, comprovou que ele conseguia identificar objetos como lixas e velcros. No futuro, quando isso se tornar mais acessível, muitas outras pessoas poderão voltar a sentir coisas com seus membros artificiais. Esse pode ser o começo de uma revolução incrível, o que acham?

Via   BBC     G1     Gizmodo  
Natália Pereira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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