Em um estudo liderado pela Universidade do estado de Washington, pesquisadores descobriram 24 planetas mais habitáveis do que a Terra. Dessa forma, esses planetas são mais antigos, ligeiramente maiores, mais quentes e mais úmidos que a Terra. Segundo os pesquisadores, os planetas analisados possuem cerca de 5º C a mais do que a temperatura média da superfície terrestre. Em comparação a Terra, esses planetas são 10% maiores, o que aumenta sua chance de ser habitável.

De forma resumida, essas condições fazem com que os planetas sejam "superhabitáveis". Além disso, os planetas também contam com estrelas muito melhores que o nosso Sol. Nesse caso, a vida poderia prosperar com muito mais facilidade. No entanto, nem tudo é perfeito. Isso porque, os 24 planetas estão a mais de 100 anos-luz de distância. De fato, isso um tanto quanto longe e fora da Via Láctea. Porém, em breve, podemos ter mais informações com a ajuda de telescópios mais potentes.

Nesses planetas, organismos se desenvolveriam com mais facilidade

Publicidade
continue a leitura

De acordo com Dirk Schulze-Makuch, líder do estudo, essa descoberta pode facilitar a busca por planetas habitáveis. "Com os próximos telescópios espaciais chegando, teremos mais informações. Por isso, é importante selecionar alguns alvos. Temos que nos concentrar em certos planetas que têm as condições mais promissoras para a vida complexa. No entanto, precisamos ter cuidado para não ficarmos presos à procura de uma segunda Terra. Isso porque, pode haver planetas que podem ser mais adequados à vida do que o nosso", afirma Schulze-Makuch.

Nenhum dos 24 planetas mais habitáveis do que a Terra atenderam a todos os critérios de habitabilidade sugerido pelos pesquisadores. Sendo assim, desse número, apenas um atingiu quatro características que o tornariam mais convidativo que a Terra. "Às vezes é difícil transmitir esse princípio de planetas super-habitáveis porque pensamos que temos o melhor planeta", afirma Schulze-Makuch. "Temos muitas formas de vida complexas e diversas. Muitas que podem sobreviver em ambientes extremos. É bom ter uma vida adaptável, mas isso não significa que temos o melhor de tudo", completa.

Publicidade
continue a leitura

Na busca por um planeta ideal, espera-se que um astro tenha cerca de 1,5 vezes a massa da Terra. Outros pontos a serem citados são: formas de retenção do aquecimento por mais tempo. Além de também, uma gravidade mais forte. Isso poderia reter a atmosfera por um período mais longo. Pensando a longo prazo, isso significa um tempo de vida maior do planeta. Por isso, os planetas não devem ser muito velhos.

Quanto maior o planeta, maior a quantidade de terras habitáveis

Publicidade
continue a leitura

Atualmente, estima-se que a Terra tenha cerca de 4,5 milhões anos. Dito isso, para pesquisadores, o planeta ideal deve ser apenas um pouco mais velho do que isso. Isso significa entre 5 bilhões e 8 bilhões de anos. No caso dos planetas analisados, a vida útil é mais longa do que a de planetas vizinhos nossos. Assim, esse número está entre 20 bilhões e 70 bilhões de anos.

Em todo caso, os pesquisadores argumentam que isso não significa que os planetas possuem formas de vida. Desse modo, o mistério continua no ar. Não foi dessa vez que descobrimos se temos, ou não, vizinhos espaciais. De toda maneira, esse estudo poderá ajudar a entender como diferentes formas de vida se formariam em ambientes diferentes da Terra.

Publicado em: 07/10/20 17h05