O raio-X Sincrotron (acelerador de partículas) de alta intensidade, foi usado pela primeira vez em uma múmia. O objetivo? A intenção era fazer uma análise tridimensional detalhada do corpo e de outros objetos escondidos sob faixas que envolvem a múmia.

O corpo preservado que estamos nos referindo é incomum. Isso porque ele tem um detalhe que muitas múmias não tinham: o retrato do rosto. Os pesquisadores acham que trata-se dos restos mortais de uma criança de apenas cinco anos de idade. Ela teria vivido há 1,9 mil anos atrás. A tal múmia fica no campus da Universidade Northwestern, na cidade de Chicago. Pelo que podemos ver, ela esconde alguns mistérios que nós vamos citar abaixo.

O mais curioso desse caso é que essa garota mumificada tem um rosto pintado sobre os tecidos. Isso foi considerado um dos "retratos de múmias" mais intactos que se tem notícia. Como observam os pesquisadores, o tal registro sugere que ela era importante na comunidade que morava e teve um funeral luxuoso.

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Taco Terpstra, um professor de história de Northwestern, diz que naquela época quase metade das crianças morreram antes dos dez anos de idade. A pintura dá uma ideia de como a menina era. O programa de digitalização está tentando revelar mais detalhes da sua vida e morte. Isso deve ser feito sem mexer nas camadas de tecido. Marc Walton, professor e pesquisador na Escola McCormick de Engenharia, disse que realmente é comovente ver como essa criança morreu cedo.

Que mistérios essa múmia esconde?

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O objeto de estudo foi encontrado em 1911 pelo arqueólogo inglês William Flinders Petrie. No ano seguinte ela foi levada para Chicago e desde então está sendo investigada. Ela é a primeira a ser analisada pelo raio-X de Sincrotron.

Esse raio-X envia feixes luminosos de luz para mapear qualquer estrutura abaixo da superfície. Pesquisadores querem examinar o tecido ósseo e os dentes dela. Os pesquisadores já estão querendo saber o que é um objeto deixado dentro do crânio. Provavelmente foi colocado depois de retirar o cérebro para mumificação.

Para Walton, o objeto parece ter sido formado por resina acumulada, que se instalou na parte de trás do crânio durante o processo de embalsamento. Eles também esperam saber mais sobre o posicionamento do corpo e o processo de mumificação que foi usado no caso.

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Também existem sinais de algum tipo de fio metálico ao redor da cabeça e pés. Walton diz que esse material pode ser apenas pinos inseridos durante ou após a escavação em 1911. O raio-X de sincrotron vai permitir investigar o interior da múmia de forma muito mais detalhada do que outros métodos.

Bom, o que nos resta é esperar as próximas descobertas sobre a múmia. Mas e você, já tinha ouvido falar em alguma múmia parecida com essa? Comente!

Publicado em: 07/12/17 18h10