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Repórter da Record leva soco durante reportagem

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Uma cena de violência chocou a Bahia após uma agressão a uma jornalista que realizava uma reportagem em Salvador. O momento foi gravado e compartilhado nas redes sociais, e a própria emissora publicou uma nota de repúdio.

A profissão que envolve o jornalismo muitas vezes passa por situações consideradas perigosas, especialmente quando atingem determinados grupos ou lidam com pessoas de gênio forte.

Foi isso que aconteceu durante uma reportagem delicada feita na Bahia por Tarsilla Alvarindo, vítima da violência em plena luz do dia, durante seu trabalho.

A profissional noticiava a morte de um motociclista em um acidente grave na rodovia. A cobertura estava acontecendo com ela e com a equipe de filmagem. No entanto, a mulher foi abordada por dois homens, aparentemente exaltados.

Um deles se aproxima e a soca na boca, promovendo uma agressão à jornalista de forma gratuita. O cameraman também recebe socos e chutes de uma dupla de homens que se aproxima do carro onde estavam. As imagens foram gravadas e divulgadas com o rosto dos agressores.

Jornalista tenta evitar confronto

Mesmo com a agressão à jornalista, os homens não param de se aproximar, e atacam o cameraman, pessoa mais próxima da mulher. Ele está com um instrumento de filmagem nas mãos, e utiliza para revidar os socos.

Com isso, os homens se afastam, e o profissional continua avançando, para tirá-los de perto da jornalista, que se encolhe próxima do carro. Logo, uma terceira pessoa se aproxima, e o cameraman começa a brigar com os três sozinho, deferindo golpes com sua câmera em mãos.

Os homens se recuperam e continuam avançando. Como forma de evitar algo pior, a jornalista intervém e tenta acalmá-los, gesticulando. Por isso, ela afasta o colega de trabalho e tenta dialogar. Um dos homens pega um tripé, apoiado próximo do carro, e utiliza para continuar batendo.

Toda a sequência de imagens teve registro em filmagem por outro profissional mais afastado, que fez questão de registrar o rosto dos agressores. No entanto, o vídeo se encerra e não é possível verificar para onde eles foram. Acredita-se que existiam policiais ao redor, por ser um acidente.

Via G1

Agressão à jornalista foi gratuita

Após a agressão à jornalista, a profissional veio em suas redes sociais explicar sobre o fato e o que teria acontecido.

A princípio, ela publicou, no Instagram, que um familiar solicitou a interrupção das filmagens da vítima do acidente. Ela afirmou que respeitou o momento, conversou com ele e disse que não filmaria ninguém de perto. Nas imagens salvas, é possível ver que a equipe estava longe do local do acidente e não existe foco em nenhum rosto.

Assim, ao entrar ao vivo, estavam de longe, e ela estava dando detalhes sobre o acidente na reportagem quando foi abordada. O primeiro homem a se aproximar perguntou o que estava fazendo e ela se identificou como profissional de comunicação. Enquanto isso, afastava-se, dizendo que uma pessoa veio a óbito, mas sem informar nomes.

Ela falou que não filmou ninguém próximo e já estava acabando, saindo do local. Em vídeo para o Instagram, Tarsilla relembra que outros homens se aproximaram, talvez familiares ou amigos da vítima. Em seguida, ela sentiu um soco em seu rosto.

Por isso, não sabe informar o que teria acontecido para aquela reação violenta, mas tentou encerrar o quanto antes para irem embora do local.

Record emite nota repudiando agressão à jornalista

Via FENAJ

Após o ocorrido e diante do caso de agressão a jornalista, a RecordTV se manifestou com uma nota de repúdio quanto à violência sofrida em Salvador. A emissora se posicionou estritamente contra qualquer tipo de violência.

Além disso, afirmou que confia no trabalho das polícias Militar e Civil, assim como na Justiça, para lidar com a agressão à jornalista sofrida durante seu exercício de trabalho e comunicação que presta serviço à população.

Por fim, demonstrou solidariedade às vítimas, sendo a repórter Tarsilla Alvarindo, o cinegrafista George Luís e o motorista Marcos Oliveira.

A emissora finaliza reiterando que a existência de um jornalismo sério depende diretamente do compromisso e do respeito que a sociedade deve ter para esses profissionais.

Além disso, os agressores não receberam identificação pública até o momento. No entanto, os responsáveis estão cuidando do caso.

 

Fonte: UOL

Imagens: FENAJ, G1

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