O QI, ou quociente de inteligência, é um fator que serve para medir o "nível" de inteligência das pessoas. Testes específicos são utilizados para mensurar e avaliar nosso desempenho cognitivo. A pessoa com QI mais alto, ainda viva, é o australiano Terence Tao. Em um teste, Tao marcou 230 pontos. Um resultado de fazer inveja a qualquer um.

A ideia de medir algo tão subjetivo quanto a inteligencia, não é algo muito novo. Testes e exames para definir o QI de uma pessoa começaram a surgir no século XX. Isso devido as contribuições e trabalhos de pesquisa do pedagogo e psicólogo francês, Alfred Binet.

Algo muito curioso é que, se você parar para observar, em muitos filmes, livros, séries de TV, entre outros, pessoas muito inteligentes costumam ser mais propensas a ter doenças mentais. Entretanto, apesar de parecer um grande clichê, o esteriótipo de uma pessoa inteligente, que enfrenta esse tipo de problema, parece não ser algo tão distante assim da verdade.

Ao menos, foi isso o que sugeriu um estudo recente. De acordo com uma nova pesquisa, pessoas com QI alto podem estar propensas a desenvolver doenças mentais. Isso em relação ao resto da população. Os detalhes do estudo foram publicados na revista científica Science Direct.

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Membros da Mensa, que é a maior, mais antiga e mais famosa sociedade de alto QI do mundo, foram analisados. Todos eles possuem um índice de quociente de inteligencia acima de 130. Ao analisar essas pessoas, os pesquisadores concluíram que "aqueles com alta inteligência correm um risco significativamente maior para os distúrbios psicológicos e doenças fisiológicas".

Resultados

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O estudo ainda apontou que os transtornos de ansiedade eram particularmente prevalecentes entre os 3715 membros da Mensa. Curiosamente, 20% dessas pessoas foram diagnosticadas com transtorno de ansiedade. O que é muito mais do que geralmente se é diagnosticado na população, onde pouco mais de 10% das pessoas são diagnosticadas com transtornos de ansiedade.

De acordo com os pesquisadores, isso ocorre devido à expansão dos níveis de consciência que as pessoas de QI alto experimentam. Dessa forma, elas passam a reagir a mais estímulos do ambiente, assim, elas acabam por desenvolver um sistema nervoso central hiperativo.

Nicole Tetreault, coautora do estudo, disse à Thriveworks  que até mesmo um pequeno estímulo, como uma etiqueta de roupa roçando em seu pescoço ou um barulho estranho, pode "desencadear uma resposta crônica ao estresse de baixo nível, que ativa uma hiper resposta corporal". Isso explicaria, por exemplo, o porquê de as pessoa com QI alto serem mais propensos a sofrer com ansiedade.

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"Intensidades únicas e super excitabilidades [..] podem ser ao mesmo tempo notáveis ??e incapacitantes em muitos níveis", escreveram os pesquisadores. "Uma parcela significativa desses indivíduos sofre diariamente como resultado de suas super-excitabilidades físicas e emocionais únicas".

No entanto, os autores do estudo ressaltaram que sua pesquisa mostrava correlação e não causalidade. Dessa forma, eles explicam que se faz necessária uma investigação aprofundada sobre questões ligadas a saúde mental de pessoas com altos níveis de inteligencia.

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Publicado em: 14/10/19 21h39