O telescópio Hubble foi lançado no dia  24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery. Ele é um satélite astronômico artificial não tripulado que transporta um grande telescópio. Ele recebeu seu nome na década de 1980, em homenagem a Edwin Hubble. Por conta de suas descobertas astronômicas revolucionárias, como a expansão do universo.

Hubble fez e ainda faz muitas descobertas a respeito do espaço. Com o tanto de estrelas que existem no universo, a morte delas pode parecer uma coisa bem comum. No entanto, raramente é possível ver como os eventos de supernova acontecem no espectro visível.

Entretanto, graças ao telescópio Hubble é possível ver esse evento. Em janeiro de 2018, se detectou uma explosão de luz brilhante nas redondezas de uma galáxia chamada NGC 2525, que está a 70 milhões de anos-luz de distância da Terra. E em fevereiro, o Hubble virou sua câmera na direção dela e começou a tirar fotos.

Observação

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Durante um ano todo o Hubble continuou a tirar fotos conforme a supernova ia progredindo e desaparecia com o tempo até não estar mais visível. O telescópio infelizmente perdeu o brilho máximo da supernova, que foi aproximadamente cinco bilhões de vezes a luz do sol.

Mesmo assim, a estrela ainda estava brilhando muito quando o Hubble a sintonizou.

"Nenhuma exibição de fogos de artifício terrestre pode competir com esta supernova, capturada em sua glória esmaecida pelo Hubble", disse o astrofísico Adam Riess, do Space Telescope Science Institute e da Universidade Johns Hopkins.

Essa supernova se chama SN 2018gv e é mais do que apenas uma explosão. Ela é uma das ferramentas que os astrofísicos e cosmologistas usam para ajudar a descobrir o quão rápido o universo está se expandindo.

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Isso é o que se conhece como supernova Tipo Ia. E ela acontece quando uma estrela anã branca em um par binário extrai tanto material de sua companheira que ela se torna instável e explode em uma supernova. E como essa massa crítica, que é conhecia como massa Chandrasekhar, está dentro de uma faixa conhecia, as supernovas Tipo Ia tem um brilho intrínseco determinável.

Supernova

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O brilho do pico da supernova Tipo Ia tem uma variação. Entretanto ele está relacionado com a rapidez que a supernova desvanece. Por  conta disso, observar esse processo de perto dá aos cientistas a capacidade de calcular o brilho do pico com precisão.

Isso faz com que seja extremamente valioso para medir as distâncias cósmicas. Se sabe o quão intrinsecamente brilhante é alguma coisa, por isso se pode calcular a que distância ela está.

E se é possível calcular essa distância, os astrônomos tem uma ferramenta útil para sondar as propriedades do espaço ao seu redor.

Por conta disso, as observações feitas pelo telescópio Hubble como essas são inestimáveis. E desde que ele entrou em atividade há 30 anos o Hubble ajudou muito nos esforços para diminuir a incerteza nas medições de distância das supernovas Tipo Ia.

Publicado em: 07/10/20 14h38