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Todo ano perdemos uma seção do universo

POR Bruno Dias EM Curiosidades 03/06/20 às 15h19

capa do post Todo ano perdemos uma seção do universo

O universo é vasto e misterioso. Esse vácuo conhecido como espaço é ainda uma grande incógnita para os seres humanos e esconde segredos inimagináveis. Existem diversas teorias sobre o início disso tudo, e uma delas é o Big Bang. Essa análise se baseia em um ponto de densidade infinita. Como diz o próprio nome, houve uma enorme explosão e sua onda de expansão gerou e moldou o cosmos. Após isso, surgiu toda a matéria, incluindo os conceitos de espaço e tempo. Existem diversas estrelas, planetas e astros que compõem toda essa imensidão.

Várias pessoas pensam que o universo é infinito, mas essa teoria já foi refutada por alguns pesquisadores. E a verdade é que nos confins do universo conhecidos, galáxias inteiras, suas estrelas, planetas e coisas exóticas que elas podem ter, estão desaparecendo.

É claro que eles não evaporam simplesmente. Eles estão sendo expulsos do universo conhecido e forçados a uma extensão que e misteriosa e conhecida como universo inobservável.

Desaparecimento

E nesse caso, quando se fala "observável" ", não quer dizer a capacidade que a tecnologia moderna tem de detectar a luz ou então alguma informação de um objeto distante. Ela quer dizer o limite físico, que é criado pela própria velocidade da luz. E se o universo não estivesse se expandindo de maneira acelerada, mais cedo ou mais tarde, seria possível que nós conseguíssemos ver a totalidade do cosmos.

Mas esse não é o caso. Isso porque os objetos que estão indo para regiões mais distantes do espaço estão se movimentando em velocidades maiores que as da luz. Isso quer dizer que a luz dessas regiões nunca irá atingir nossa galáxia, nem mesmo daqui 100 bilhões de anos.

Pensado de outra forma, se um fóton deixasse a Terra, ele nunca conseguiria ultrapassar a marca de 15 bilhões de anos-luz. Isso porque o espaço para além dessa marca se expande tão rápido que é mais rápido que a velocidade da luz.

E como a expansão é contínua e acelerada, a cada ano que passa, as regiões do espaço vão ultrapassando o limite cósmico e entrando no universo inobservável.

Expansão

No fim do século XX, duas equipes de cientistas começaram a medir a desaceleração cósmica. Que é o quanto a expansão do universo está se desacelerando. E para fazer esse trabalho, eles procuraram por supernovas do tipo 1a. Então, eles mediram suas distâncias e calcularam a velocidade com que elas estavam se afastando de nós.

Com isso, as equipes descobriram um resultado contrário ao que estavam esperando. A expansão do universo não estava diminuindo. Ao invés disso, as galáxias mais distantes pareciam estar voando para longe de nós cada vez mais rápido.

Vendo esses comportamentos, eles chegaram  à conclusão de que a expansão do universo está realmente se acelerando. Isso não quer dizer que as bordas do universo estejam se afastando. Mas sim que cada parte do espaço está se esticando.

E com os novos cálculos que levaram em consideração a expansão acelerada do universo, foi possível determinar que o universo observável tem um raio de, pelo menos, 46 bilhões de anos-luz.

Galáxias

Conforme o tempo foi passando, de todas as galáxias que não estão ligadas a nós pela gravidade, somente 70 delas sairiam da região observável. E isso vai levar muito tempo para acontecer.

E mesmo com as galáxias que já sumiram de nós, ainda é possível observar as mais de 2 trilhões de outras que ainda não ultrapassaram esse limite.


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Bruno Dias
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