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Uma mulher sofreu derrame e ficou paralisada após um simples estalo de pescoço

POR Maria Ritha Paixão    EM Curiosidades      25/04/19 às 17h47

Sabe aquelas pessoas com mania de estralar as juntas dos dedos, o ombro e o pescoço? Então, Natalie Kunicki, uma mulher de 23 anos, habituada com a prática, sofreu um derrame e ficou paralisada depois de simplesmente estalar o pescoço. Num ameno dia de descanso, ela resolveu assistir um filme com uma amiga e foi aí que tudo aconteceu.

Deitada, bateu aquela vontade de dar uma esticada no pescoço, e de repente, houve um estalo. Na hora, a garota em questão não se preocupou com o barulho, parecia normal pelo que sempre fez. O sintoma de que o ato não foi muito bem sucedido veio 15 minutos depois, quando bateu aquela vontade de ir ao banheiro.

A surpresa veio de imediato quando a moça não conseguia mover a sua perna esquerda. O desespero foi tanto que imediatamente a jovem foi levada para o Hospital Universitário de Londres. A infelicidade veio em seguida. Exames mostraram que o estalar do pescoço rompeu uma artéria importantíssima.

O sangue esbanjado pela artéria rompida acarretou um desagradável derrame e paralisou metade do lado esquerdo do corpo de Kunicki.

O que acontece nas articulações?

É uma sensação até confortável quando ouvimos as articulações pressionadas. Pois bem, isso se deve às bolhinhas de nitrogênio que estão entre os ossos para proteger o organismo de possíveis atritos. Aquele estalar leve do dia a dia não é seguido de um problema grave se não ocorrer inchaço, ou dor. Caso ocorra, procure de imediato para um médico e faça exames para conferir se está tudo bem.

Se possível, evite estalar a região do pescoço. Essa parte é sensível e guarda importantes funções de alimentação do cérebro. É por ali que passam vasos sanguíneos que oxigenam e mantêm a circulação do sangue na cabeça. Natalie não teve muita sorte com o hábito mas isso pode ser evitado.

Não somente os vasos sanguíneos podem se comprometer, mas os ossos, as cartilagens, bem como ligamentos, que podem ser rompidos ou danificados com a prática. Ter um derrame não é nada fácil. O sintomas são vários, o mais natural é a fraqueza, pode-se ainda ter sensibilidade nas extremidades do corpo e, não tão comum, pode haver a paralisia.

Pós cirúrgico

Natalie Kunicki, infelizmente, teve que passar por um procedimento cirúrgico. Graças aos médicos, a artéria foi reparada e o coágulo de sangue formado será dissolvido com o passar do tempo. Os movimentos não tiveram muita resposta depois do cirurgia.

Para melhorar a sensibilidade e retomar aos poucos a locomoção, a fisioterapia tem sido a melhor amiga da estudante. Segundo os médicos da unidade de saúde, houve melhora no estado de paralisia. Alguns movimentos já estão sendo feitos.

A disciplina nos exercícios vão ser a chave para a melhora da garota. Com um mês, ela já evoluiu bastante, mas a corrida contra o tempo será grande e abandonar o barco não é uma opção. Agora, quanto ao hábito de sair por aí estalando as parte do corpo, este será revogado.

Em entrevista a o site Galileu, Robert Glatter, do Hospital Lenox Hill, em Nova York (EUA), deixou uma mensagem para nos deixar mais atentos. "Não há realmente uma maneira 'segura' de estalar o pescoço", disse Glatter. "Simplificando, é melhor evitar fazer isso para não ter complicações".

Fica a dica!

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Maria Ritha Paixão
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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