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Veja 7 últimas mensagens de pessoas que tinham certeza da morte

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Ninguém sabe qual será seu último dia nessa dimensão, nem qual será seu destino final. Apesar disso, há casos emblemáticos por aí de pessoas que pressentiram que o pior estava para acontecer e conseguiram se despedir desse mundo.

Mensagens escritas em pedaços de papel, em lousas de mergulho e até mesmo em rochas já foram encontradas em diversos lugares, guardando as últimas palavras e sentimentos de pessoas que esperavam por ajuda ou que simplesmente queriam confortar seus familiares. (clique para conhecer também a história da mulher que recebeu cartas de amor 70 anos depois da 2ª Guerra Mundial.)

Abaixo, você vai conhecer algumas dessas tocantes histórias de pessoas que sabiam que estavam à beira da morte e se empenharam em deixar as últimas impressões de suas existências nesse mundo:

1. Nadine Haag

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“Minha família – isso dói, dói –, por favor, vivam como se não houvesse amanhã sempre sempre sempre… Obrigada por serem belas criaturas deste mundo. Obrigada por cuidarem de mim”. Essas foram as últimas palavras de Nadie à família, escritas em um bilhete de papel, deixado no banheiro de sua casa, onde foi encontrada morta.

A australiana, que tinha 33 anos, deixou essa vida no dia 4 de dezembro de 2009. Ela foi encontrada na banheira, com um cortes profundos nos pulsos. Ao seu lado havia uma navalha e frascos de analgésicos. A cena do crime logo fez a polícia concluir que Nadie havia cometido suicídio, mas a família da moça não acreditou e apelou para investigações particulares.

Depois de muito trabalho, o serviço contratado para investigar a morte da australiana descobriu um segundo pedaço de papel, embaixo do bilhete de suicídio. A polícia havia descartado esse item considerando apenas rabiscos, mas na verdade a nota curta e afirmativa dizia: “Ele fez isso” (He did it). Um tempo depois, os novos moradores do apartamento de Nadine encontraram as mesmas palavras gravadas em um azulejo do banheiro perto de onde ela havia sido encontrada.

As novas evidências mostravam, claramente, que o crime não estava solucionado e a sentença de suicídio foi anulada em 2013. O caso agora reaberto para mais investigações, já que não há um suspeito evidente na história.

2. A rocha dos 98

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Além da base militar de Pearl Harbor, bombardeada pelos japoneses em 1941; o pessoal dos olhinhos puxados também avançou sobre a Ilha Wake, nos Estados Unidos. O lugar se tratava de atol do Pacífico, onde estavam concentrados mais de 1,6 mil americanos. Mas em dezembro daquele ano, o território foi dominado pelo exército Japonês, que enviou a maioria dos prisioneiros para campos na China. Apesar disso, 98 homens deles ficaram na ilha.

Em 1943, quando os Estados Unidos finalmente revidaram os ataques, os japoneses perceberam a derrota se aproximando. Mas antes de “entregar os pontos” e declarar a guerra como vencida, eles decidiram executar os prisioneiros de Wake, como um último golpe de crueldade. Foi assim que os 98 americanos que restavam na ilha foram alinhados, com os olhos vendados, e metralhados.

Acontece, no entanto, que um dos presos conseguiu fugir dois dias antes das execuções e se esconder do exército japonês. Mesmo assim, a vida do homem não se prolongou muito e, em seus últimos momentos, ele improvisou um memorial com a seguinte inscrição, em uma grande rocha de coral próxima de onde seria a vala comum para ele e seus companheiros: “98 – US – PW – 5-10-43″ (98 soldados – United States (Estados Unidos) – Prisoners of War (prisioneiros de guerra) – data 5/10/1943).

Como começamos contar acima, o fugitivo foi descoberto e o almirante japonês encarregado da ilha o decapitou pessoalmente. Apesar do destino tão cruel quanto o de seus companheiros, esse último americano conseguiu preservar a memória dos prisioneiros do lugar.

3. Mortos em alto mar

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Em 2006, um iate foi encontrado à deriva, a alguns quilômetro da costa de Barbados, ao leste do Atlântico. Apesar da embarcação ter sido interceptada por uma equipe de salvamento, toda a tripulação já estava morta.

Ao investigarem sobre o tal iate, foi descoberto que ele havia partido da costa oriental da África, em Cabo Verde, há quatro meses, com destino às Ilhas Canárias. Isso explicou, em partes, o estado dos 11 corpos encontrados no barco: eles estavam parcialmente petrificados, devido à maresia, ao sol e à água salgada que os atingiu durante tanto tempo.

Segundo autoridades africanas, cada um dos jovens havia pago aproximadamente 1,8 mil dólares para chegaram território espanhol das Ilhas Canárias, de forma ilegal. O pior de tudo é que outras 40 pessoas partiram na mesma embarcação, acabaram se perdendo no caminho, conforme tudo indicava.

O mais interessante de tudo é que, quando alguns dos homens perceberam que o fim daquela história não seria positivo, escreveram suas últimas palavras em um bilhete: “Eu gostaria de enviar à minha família em Bassada uma soma de dinheiro. Por favor, desculpe-me e adeus. Este é o fim da minha vida neste grande mar marroquino”.

Outro rapaz escreveu ainda: “Eu preciso que me encontrem para enviar esse dinheiro para a minha família. Por favor, telefone para meu amigo Ibrahima Drame”.

4. Os mineiros de Hamstead Colliery

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Em 1908, 25 mineiros morreram presos em um incêndio, no interior da mina de Hamstead Colliery. Os demais homens que trabalhavam no lugar tentaram salvar seus companheiros, mas o calor a fumaça já estavam intensos e eles perceberam que também não resistiriam ao resgate.

No final das contas, todos os trabalhadores que ficaram presos na mina morreram, além de um dos homens da equipe especializada de salvamento, que tentou adentrar o local. Uma semana depois, quando os corpos puderam ser resgatados, os mortos foram encontrados amontoados em quatro grupos.

O aglomerado que tinha seis homens havia escrito uma placa de madeira, com os nomes dos mineiros e uma frase que dizia: “O Senhor nos proteja, pois estamos todos confiando em Cristo”.

5. As mensagens dos mergulhadores

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Para mergulhar, as pessoas preciso aprender alguns sinais a fim de facilitar a comunicação debaixo d’água. Mas, se há coisas mais complexas para serem ditas, os mergulhadores levam consigo uma lousa. Esse instrumento também estava com o casal americano Tom e Eileen Lonergan quando morreram.

Foi nesse pequeno objeto que eles deixaram gravados suas últimas palavras ao mundo, que dizia: “Para qualquer pessoa que possa nos ajudar: fomos abandonados no recife A [gin] por MV Outer Edge em 25 jan 98 15:00. Por favor, ajude a nos resgatar antes de morrermos. Ajuda!“.

Conforme informações divulgadas sobre o casal algum tempo depois, eles realmente acabaram esquecido em alto mar, enquanto praticavam mergulho. Os dois estavam em um passeio de barco ao largo da costa da Austrália, em 1998. Tom e Eileen foram imortalizados no filme, Mar Aberto, que contava a triste história do casal.

6. Bill Lancaster

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No início da década de 30, o aviador William Lancaster (Bill) caiu no deserto do Saara ao tentar alcançar bater o recorde de tempo de voo da Inglaterra para a Cidade do Cabo. Acontece, no entanto, que depois de deixar a Inglaterra, ele enfrentou ventos complicados de lidar e teve que pousar em Barcelona. Em seguida, para ganhar tempo, ele acabou voando durante a noite e se perdeu várias vezes ao longo do Norte de África.

A situação do piloto era ainda pior porque ele não tinha luz no cockpit, o que o forçava usar sua lanterna de mão de minuto em minutos para checar sua bússola. Além disso, ele já estava há 30 horas sem dormir. Assim, quando parou para reabastecer na cidade argelina de Reggan, as autoridades tentaram impedi-lo de sair novamente, mas ele insistiu em continuar voando.

O que Bill não sabia era que, a esse ponto, ele já estava com dez horas de atraso no recorde e já não tinha mais chances a façanha. Dessa forma ele enfrentou todos os limites de seu corpo, até que pousou no Saara.

Somente 30 anos depois desse episódio, em 1962, uma patrulha francesa encontrou o avião destruído. Com ele estava um cartão de combustível em que Bill havia escrito a sua mensagem final: “Então, o início do oitavo dia raiou. Ainda está frio. Eu não tenho água… Estou esperando pacientemente. Venham logo, por favor. A febre me sacudiu ontem à noite. Espero que vocês entendam o meu diário de bordo completo. Bill”.

7. A carta final de Otto Simmonds

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Capturado pelos nazistas na França, Otto Simmonds foi um judeu alemão, que foi mantido em um campo de deportação chamado Drancy, no nordeste de Paris. Depois de algum tempo nesse lugar, o homem acabou sendo encaminhado a Auschwitz, em agosto de 1942.

Foi nesse pedaço do inferno que Otto escreveu suas últimas palavras à família. Embora ninguém saiba até hoje como o judeu conseguiu papel, lápis ou envelope; o fato é que ele escreveu a carta e a jogou pela janela do trem.

O mais impressionante é que a mensagem foi encontrada por um trabalhador ferroviário, que conseguiu se emocionou com a tentativa de contato e a enviou a Marthe, a esposa de Otto. Embora a carta fosse um adeus, a mulher continuou buscando por seu marido até 1964, mas seu paradeiro nunca foi encontrado.

Em 2010, a família do judeu doou a carta para o Museu e Memorial do Holocausto dos Estados Unidos. E, como pode ser lido hoje, nesse lugar, a mensagem dizia: “Meus queridos, no caminho para a Polônia! Nada ajudou. Tentei de tudo. Supostamente ele vai para Metz. Cinquenta de nós em um vagão! Seja bravo e corajoso. Eu vou ser o mesmo. Despojado de tudo em Drancy. Beijos, Otto”.

E aí, se você também pudesse deixar uma mensagem final, o que escreveria?

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