5 documentários chocantes que são pouco comentados no Brasil

POR Lucas Franco    EM Entretenimento      18/09/15 às 14h52

Você tem o costume de assistir a documentários? O gênero cinematográfico se difere do ficcional por ser uma representação parcial e subjetiva da realidade, muitas vezes gravado por um jornalista, em uma espécie de mega reportagem. Os filmes, ainda que não tenham a mesma repercussão que os longas de ficção, são muito bem conceituados e costumam gerar uma salva de palmas interminável.

Alguns destes projetos ainda se destacam pela mensagem forte que apresentam, ou quando tocam em assuntos polêmicos, que muitas grandes empresas de TV nem se atrevem a comentar. Os documentários são chocantes, e os responsáveis são capazes de ir muito longe para mostrar o que ninguém mais teve coragem. Duvida? Veja cinco documentários chocantes que não foram tão divulgados no Brasil, e não deixe de assistir!

Comprar, Tirar, Comprar

O documentário espanhol, lançado em 2010, demorou para chegar por aqui. Com o nome nacional de "Comprar, Tirar, Comprar", o longa apresenta a teoria de que as próprias industrias definem quando um aparelho irá deixar de funcionar para que, assim, o consumidor seja obrigado a comprar um novo. Você provavelmente já deve ter pensado nisto. Em determinado momento, um computador deixa de funcionar, você o leva para o conserto e descobre que não vale a pena arrumar, porque o orçamento ficou alto demais. E então você começa a olhar um novo.

Segundo o documentário, isto só acontece porque o produto atingiu o limite já planejado pelo próprio fabricante. E ele já começa apresentando um exemplo bem claro: a indústria de lâmpadas. Na década de 20, cada uma durava cerca de 2500 horas antes de queimar; hoje duram apenas 1000. Isto porque os fabricantes perceberam que elas deveriam "morrer" logo, para que sejam trocadas, movimentando a indústria.

Muito Além do Peso

Lançado em novembro de 2012 pela cineasta brasileira Estela Renner, o documentário aborda um amplo debate sobre a qualidade da alimentação das crianças e os efeitos da comunicação mercadológica de alimentos dirigida a elas.

Isto porque os pais acham que os filhos estão seguros por não conversar com estranhos ou por estarem sempre em casa, e ignoram que há um outro vilão, muitas vezes mascarado, que vem tomando a vida das crianças bem diante dos olhos do pais. Isto é a própria indústira alimentícia. Ela foca suas estratégias maléficas nas crianças porque, uma vez que as conquista, elas adquirem maus hábitos para toda a vida, tornando-se reféns dela. Ainda que seja brasileiro, o documentário não teve grande repercussão.

A Corporação

A Corporação é um documentário canadense de 2003, dirigido e produzido por Mark Achbar e Jennifer Abbott. Ele descreve o surgimento das grandes corporações como pessoas jurídicas, e discute, do ponto de vista psicológico, que tipo pessoas elas seriam. O documentário deixa bem claro que quem controla o mundo hoje não são os políticos ou os governos, mas sim as grandes corporações, através de instrumentos como a mídia, as instituições e os próprios políticos, que são facilmente comprados. O longa destaca ainda os pontos psicológicos podres como a ganância, a falta de ética, a mentira e a frieza. É uma realidade bem fácil de perceber, e vai chocar você.

Super Size Me: A Dieta do Palhaço

O documentário estadunidense de 2004 foi escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock. No filme, o cineasta decidiu seguir uma dieta de 30 dias bastante curiosa: apenas produtos exclusivos do Mc Donald's. Isto mesmo, nada mais além de hambúrgueres, batatas fritas, sorvetes e etc. O objetivo de Morgan era mostrar os efeitos que este estilo de vida tem na saúde física e psicológica das pessoas.

Durante a gravação, ele fazia três refeições por dia na rede de fast-food, chegando a consumir cerca de 5000 calorias por dia. O resultado? Bom, ele ganhou 11 quilos, experimentou mudanças de humor, disfunção sexual, e danos ao fígado. Ele precisou de 14 meses para recuperar o peso original. E aí, arriscaria?

Muito Além do Cidadão Kane

Muito Além do Cidadão Kane é um documentário britânico de 1993, produzido e dirigido por Simon Hartog. O filme apresenta as relações entre a mídia e o poder no Brasil, focando na análise da figura de Roberto Marinho. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, seu poder e suas relações políticas, que os autores do documentário consideram como manipuladores e formadores de opinião.

O principal alvo das críticas foi o ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho, que foi comparado a Charles Foster Kane, criação de Orson Welles para o filme Cidadão Kane, que, por sua vez, foi inspirado na vida de William Randolph Hearst. Segundo Simon Hartog, a Globo empregaria a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública. Já se passaram 20 anos, mas ainda parece bem atual.

Lucas Franco
O cara que gosta do Batman! @heymac14

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