5 mitos científicos que você provavelmente acredita até hoje

POR Magno Oliver    EM Ciência e Tecnologia      21/07/15 às 11h49

Mitos na nossa vida são vários e bastante comuns pois são a crença de muita gente, não é mesmo? Pois nós crescemos e acabamos nos acostumando com algumas coisas que são passadas a nós e nem sabemos o real motivo de tal fato.

Já falamos de alguns mitos que as pessoas sempre acreditaram aqui na Fatos Desconhecidos (Veja a matéria aqui).  E eis que iremos mostrar para você uma listinha com mitos científicos que muita gente acha que existe até hoje.

1 - Soltar uma moeda de um edifício alto pode matar alguém

Uma moeda que cai de um prédio alto pode matar uma pessoa

A Física explica que isso não é possível de acontecer. Esse mito que as pessoas acreditam não passa de mentira. O motivo está no formato da moeda, que possui uma estrutura plana, pois ela não consegue atingir mais que 40 quilômetros por hora em sua descida.

A essa velocidade, seria impossível causar qualquer ferimento mas sério em alguém. Já se utilizássemos uma caneta, ou um objeto de tamanho maior que a moeda, por exemplo, aí o risco poderia estar implantado, uma vez que devido ao formato de qualquer item que você pegar, pode causar sérios riscos a alguém.

2 - A Lua tem o poder de afetar o nosso comportamento
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A Lua tem ganhando uma importância muito grande no comportamento e na vida das pessoas desde séculos passados.As fases da Lua, por exemplo, eram muito respeitadas por antigos porque acreditavam que elas ditavam os ciclos da natureza para plantação, criação de animais etc, além da crença de que influenciavam no comportamento humano.

A variedade de causas da criação deste mito são muitas, como a crença de que o crime violento aumenta durante as fases da lua cheia, a água no cérebro é afetada por forças gravitacionais e por aí vai. Segundo estudos, a lua não influencia em nada no comportamento das pessoas e essa correlação entre comportamento e fase do satélite natural é errado. O mito do crime, por exemplo, foi analisado e os resultados apontaram que não era a lua cheia que influenciava o comportamento das pessoas e sim que o índice de mortes ocorria mais aos fins de semana, época em que a lua cheia ocorria.

3 - Estalar os dedos engrossam as articulações

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Outro mito que não é verdade, apesar de fazer sentido a afirmação. A ciência ainda não conseguiu descobrir uma conexão entre as duas coisas. Entre um osso e outro de qualquer parte do nosso corpo, e da nossa mão, existe um glóbulo de tecido que contém um líquido interno chamado sinovial.

Quando você puxa os dedos na intenção de estalar os dedos, é gerado uma espécie de vácuo intra-articular que faz o líquido se movimentar, surgindo o ruído. Um artigo publicado por Donald Unger mostrou o resultado após ele estalar os dedos da mão esquerda durante 60 anos e todos os dias, mas não fazendo o ato com a mão direita.

A conclusão foi incrível e ele recebeu o prêmio Ig Nobel de Medicina em 2009 por seu trabalho.O resultado mostrou que não houve diferença na saúde das articulações entre as duas mãos. Caso você sinta dor nessas estaladas, isso pode ser indício de articulação danificada e o mais indicado seria procurar um médico.

4 - Unhas e cabelos crescem depois da morte

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Outro mito falso. Para que ambos cresçam, são necessários serem realizados processos celulares, além de estar comendo e digerindo nutrientes para que o organismo forneça subsídios para que os dois itens continuem crescendo. E depois que morre não há jeito de se produzir queratina com o intuito de fazer o cabelo e as unhas crescerem.

O que pode gerar essa impressão de crescimento está no fato de as casas funerárias aplicarem hidratante depois que o cadáver é retido, com o intuito de reduzir a quantidade de secagem antes do serviço memorial.

5 - Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar

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Essa expressão está enraizada no costume popular de dizer que algo de ruim aconteceu uma vez e que não pode acontecer novamente. Mas na prática isso não é bem assim. Um raio pode sim cair duas vezes ou até mais no mesmo lugar.

Por serem descargas  eletrostáticas, esses fenômenos procuram um caminho para baixo e não interessa se esse caminho já foi percorrido antes por um outro raio ou não. Só para se ter noção, um raio atinge o Empire State Building, uma famosa construção de Nova York, nos Estados Unidos, por volta de 100 vezes ao ano.

Magno Oliver
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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