
Os sequestros são crimes sérios que, geralmente, resultam em punições à altura. O crime costuma deixar em pânico familiares e pessoas próximas, que por algum tempo ficam sem ter qualquer notícia sobre a vítima. Ele é realmente assustador, não só para os parentes, como para a própria vítima.
Esse tipo de crime é bastante retratado no cinema. E os reféns são uma parte grande da história e geralmente a trama dos filmes são desenvolvidas ao redor dos reféns. Nos filmes, os finais costumam ser felizes, depois de terem feito o espectador sentir várias emoções. Mas na vida real existem alguns casos mais trágicos e sombrios do que os que vemos nos filmes. Mostramos aqui alguns desses casos.

Essa história aconteceu em um teatro em Moscou, em 2002. Os rebeldes chechenos fizeram de reféns 800 pessoas. E a exigência que eles fizeram para não matá-los, era o fim da Segunda Guerra na Chechênia.
As negociações não foram muito boas e os russos não podiam invadir o teatro, sem colocar a vida dos reféns em perigo. Depois de quatro dias, o presidente Putin decidiu jogar gás dentro do teatro para que todos dormissem e eles conseguissem resgatar os reféns. Mas a verdade é que nenhum gás é feito para deixar as pessoas inconscientes.
Eles então jogaram uma variante de fentanil que apagou todas pessoas. A priori, o governo russo disse que a operação foi um sucesso. E que somente 10 reféns morreram no fogo cruzado.
A verdade é que 50 terroristas morreram e os reféns tinham saído do teatro passando muito mal. E como as autoridades não quiseram dizer qual foi o gás usado no resgate, os reféns não foram tratados de fora certa e 120 morreram.
Em 1976, um ônibus escolar na Califórnia com o motorista e 26 crianças foi sequestrado por três homens. Os sequestradores colocaram as crianças juntas em um trailer e os enterraram em uma pedreira. E quiseram pedir cinco milhões de dólares para falar onde eles tinham enterrado as crianças.
Mas os bandidos não conseguiram falar com a polícia porque as linhas telefônicas estavam congestionadas. Isso porque os pais das crianças e os veículos midiáticos estavam ligando toda hora, para saber notícias.
Como não conseguiram contato, os sequestradores foram tirar um cochilo, em cima do trailer, e depois pensar no que iam fazer depois. O trailer onde os reféns estavam não suportou o peso nele e cedeu. Os sequestradores fugiram. E a terra começou a entrar no trailer.
O motorista do ônibus, Ed Ray, e Michael Marshall, que era a criança mais velha com 14 anos, pegaram os colchões e fizeram uma pilha para alcançar o teto do veículo. Os reféns conseguiram escapar e os sequestradores foram pegos mais tarde.
Em 1990, depois da invasão do Kuwait, Saddam Hussein estava com medo de uma represália internacional e fez vários soldados como reféns. Vários ex-políticos pediram a libertação dos reféns. E os EUA pediram a uma celebridade, Muhammad Ali, para pegar frente desse assunto.
Ali foi até o Iraque pedir para Hussein, a liberdade dos soldados. Ele já tinha ido ao Líbano, em 1985, libertar reféns americanos. E também para Israel libertar os xiitas. Mas ele não foi bem sucedido, nenhuma das vezes.
No dia 29 de novembro, o encontro aconteceu. E seu status, como ícone muçulmano, foi de grande valia e Saddam concordou e mandou 15 reféns para casa.
O Egito teve dois casos bem absurdos com reféns. Eles mataram dezenas desses reféns com explosivos. O primeiro foi em 1978, quando um jornalista egípcio foi assassinado em Chipre. Ele era um editor importante e amigo do presidente egípcio.
Os assassinos exigiram um avião para escapar e tiveram. Eles saíram de lá com 11 reféns. Mas nenhum país deixou o avião pousar, então eles tiveram que volta para Chipre. Forças especiais foram mandadas para lidar com a situação.
Como resultado, as forças cipriotas e egípcias lutaram por mais de uma hora. E terminou com o Chipre matando 18 soldados egípcios. E a tripulação conseguiu convencer os sequestradores foram convencidos a se entregar.
Mas em 1985, foi a história mais triste. O avião viajava de Atenas para o Cairo quando militares palestinos assumiram o controle. O piloto egípcio achou que tinha que atirar e matar o sequestrador. Mas quando ele fez isso, os outros responderam com tiros que furaram o avião e o despressurizou.
O avião pousou em Malta e as negociações duraram dez horas. Nesse período, os sequestradores mataram alguns reféns. Então, o Egito decidiu invadir o avião e colocou explosivos no compartimento de carga.
Esse lugar era perto de onde os reféns estavam reunidos. A explosão perfurou os tanques de oxigênio e 60 passageiros morreram.
Em 1991, quatro pessoas da gangue chamada “Oriental Boys” fez 39 reféns, em uma loja de eletrônicos em Sacramento, na Califórnia. O mais velho dos bandidos tinha 21 anos.
Os sequestrados pareceram não ter um plano, já que suas demandas mudaram várias vezes. Eles exigiram coletes à prova de balas para pegar algumas das outras exigências.
Mas em um ponto os sequestradores pareceram querer acabar logo como a situação. Eles dividiram os reféns em três grupos, para decidir qual seria suas vítimas.
Quando um franco atirador atirou e errou, os sequestradores entraram em pânico e começaram atirar. No fim, três reféns e três sequestradores morreram.





