
A clonagem consiste na reprodução de cópias genéticas. Através deste processo, são gerados indivíduos geneticamente iguais a partir de uma célula-mãe. A clonagem é bastante utilizada na propagação de espécies de plantas, bactérias e protozoários.
O primeiro clone animal surgiu no final do século 19. O alemão Hans Driesch chacoalhou um embrião de ouriço-do-mar com duas células em um béquer contendo água do mar. Ele continuou fazendo o processo até que as duas células se separassem. O resultado? Dois ouriços-do-mar foram originados. Os avanços nos estudos da clonagem começaram em 1952 quando cientistas da Filadélfia clonaram um sapo. Eles removeram o núcleo do embrião do animal e o inseriram em um óvulo. Alguns casos de clonagens são mais conhecidos, como o da ovelha Dolly. Confira alguns animais que já foram clonados e você provavelmente não sabia:
O primeiro rato clonado chama-se Cumulina. Ela recebeu esse nome devido ao método de clonagem usado. O animal nasceu no dia 3 de outubro de 1997 e faleceu de morte natural no dia 5 de maio de 2000. A Cumulina teve duas ninhadas e não sofreu nenhum efeito após sua clonagem. Quando ela tinha 23 meses, desenvolveu um tumor de pele de tipo comum, o qual foi removido com sucesso. A Cumulina se manteve saudável e ativa até o dia de sua morte.
Duas vacas chamadas Noto e Kaga foram clonadas em 1998. Elas nasceram quando alguns pesquisadores pegaram células de uma vaca adulta e as colocaram em óvulos não fertilizados, os quais não tiveram seus núcleos removidos. Os embriões artificialmente cultivados foram então colocados no ventre das vacas.
O nascimento de Noto e Kaga foi muito importante, visto que foi possível concluir que outros animais poderiam ser clonados, não apenas ovelhas. Quando animais adultos são clonados, é possível reproduzir outros com características específicas, como produção maior de leite, por exemplo.
Em 2000, uma família de porcos foi clonada pelos mesmos criadores da ovelha Dolly. Millie, Christa, Alexis, Carrel e Dotcom nasceram em 5 de março em Blacksburg, Virginia. Esses cinco porquinhos foram clonados através de porco um adulto. A técnica utilizada foi um pouco diferente da que gerou a ovelha Dolly. Essa clonagem foi bastante significativa pois abriu portas para a revolução dos transplantes, visto que alguns órgãos e células poderiam ser utilizados nos processos e assim, salvar milhares de vidas.
O primeiro primata a ser clonado com sucesso foi uma fêmea do macaco-rhesus chamada “Tetra”. O animal foi clonado através de um processo utilizado para clonar bovinos. Esse foi feito a partir de um blastômero (estágio inicial de um embrião) composto por apenas oito células. Os animais clonados poderiam ser usados para testar novas terapias e até servirem como cobaias para que doenças como diabetes por exemplo fossem melhor estudadas.
A equipe do Instituto Nacional de Investigação Agrícola francês foi responsável pela clonagem de um coelho branco, em 2002. O método de clonagem utilizado foi o tradicional. Os cientistas realizaram a inserção de núcleos de células de um coelho adulto em um óvulo. Depois, os embriões resultantes foram inseridos em coelhas. Na época, os cientistas afirmaram que o uso de coelhos clonados poderia facilitar ainda mais o estudo de doenças humanas, visto que esses animais são geneticamente mais próximos dos humanos.
A mula foi o primeiro animal estéreo a ser clonado. O cientista Gordon Woods foi responsável pelo clone da mula nomeada de Idaho Gem, em maio de 2003. A clonagem de Gem representou uma possibilidade para a clonagem de cavalos no futuro, o que poderia influenciar o mercado de criação de animais.
Não é que a clonagem da mula possibilitou a clonagem de um cavalo? Em agosto de 2003, uma égua foi clonada graças a uma técnica bastante inovadora. O animal chamado “Prometea” foi o primeiro mamífero clonado, cujo dador do material genético é a própria mãe que o gerou.
Cesare Galli, coordenadora da equipe do Laboratório de Tecnologia da Reprodução, em Cremona na Itália, afirmou: “Conseguimos provar que é possível obter uma gravidez viável numa mãe de acolhimento que também é a doadora do material genético. O clone é geneticamente idêntico à sua mãe, o que pode fazer com que o sistema auto-imune da mãe reconheça mais facilmente o feto, contribuindo para uma gravidez mais saudável”.





