
A intimidade pode ser uma benção ou uma maldição. Tudo depende da perspectiva individual, assim como o que é combinado logo no começo da relação amorosa. Se as regras da harmonia e da boa convivência não forem apresentadas logo no inicio, é bem possível que a relação tome um rumo sem freios e quando você se der o conta, o limite do que antes era considerado inaceitável, seja abandonado de uma vez.
Isso é normal por um lado, o amor tem o poder de naturalizar tudo que consideraríamos estranho ou repulsivo em outras situações. Mas é preciso tomar cuidado para que a paixão não role escada abaixo, devido a uma dessas 7 situações que todo casal uma hora ou outra acaba fazendo entre quatro paredes:
Você acorda com sono, mal há tempo para despertar completamente e vai logo pegando a primeira escova de dentes à sua frente. É normal, acontece com todo mundo uma hora ou outra. O parceiro apaixonado, que não quer parecer chato, permite e aceita essa situação. Depois, é difícil mudar esse hábito, e a escova que era “sua” se tornará “nossa”. É um caminho sem volta. Afinal, se você disser que não quer dividir mais a escova, o seu companheiro pode interpretar que o seu amor está decaindo ou pior, que você tem nojo dele. Isso é o tipo de coisa que se pede logo no começo da relação, ou você levanta as mãos para os céus e apenas aceita a condição de dividir as escovas.
Esse é um clássico entre os apaixonados. Basta o primeiro “eu te amo” para dar início ao festival de limpeza facial. O que pode ser relaxante e confortável para um, pode ser uma sessão de dor e tortura para o outro. Nesse cabo de guerra, sempre acontece uma discussão obsessiva por parte do espremedor, e lamentosa da parte do detentor das acnes. Felizes são aqueles que gostam de espremer e serem espremidos pelo seu amor. Havendo permissão e não fazendo esse ato um tanto quanto repulsivo em público, está tudo certo.
Há aqueles casais discretos que uma hora ou outra cometem essa gafe do arroto. Acontece. Faz parte da intimidade. Um mero “me desculpa” é o suficiente nesse caso e a relação segue estável. Mas há aqueles casais peculiares que fazem do arroto uma sinfonia musical. Simplesmente não se importam e soltam com o máximo de força que podem. Vai entender. Cada casal com sua intimidade.
Esse quesito também está numa categoria muito próxima a do arroto. Aliás, basta que um dos dois sejam acionados para que todo o restante seja permitido. Nesse caso, vai de casal para casal. Há aqueles que acham graça, e o ato faz parte da rotina de cumplicidade entre os dois. E aqueles que preferem manter essa intimidade em sigilo, ou seja, se algo escapa, é mesmo sem querer. Nesse caso, temos que lembrar que nosso parceiro também é um ser humano e uma hora outra acontece.
Temos a tendência de acreditar em tudo que nosso parceiro diz. Se existe amor, existe a verdade, certo? Nem sempre. É que o amor é capaz de exalar sempre um cheiro agradável no nosso parceiro. Por isso, na maioria das vezes que você questiona se há algum cheiro ruim vindo de você, o seu parceiro negue. Não é que ele esteja mentindo, é que seu cheiro realmente é bom para seu companheiro(a) ou no mínimo, ele se acostumou com seu odor e não vai sentir nada fora do normal.
Então cuidado ao pedir essa informação ao parceiro. Confie no seu próprio nariz. Muitos casais conferem o cheiro um do outro. Mas na maioria das vezes isso não vai adiantar. O amor torna tudo um perfume delicioso.
“Está sujo?” o seu parceiro pergunta mostrando o nariz. Você responde que sim e imediatamente limpa para ele a catota que está lá dentro, pegajosa e suja. Você ama tanto seu parceiro que simplesmente não possui qualquer nojo dele. Isso é normal para alguns casais. E realmente acontece entre quatro paredes. Eles só não fazem isso em público, porque pega muito mal. Se os solteiros de carteirinha estranharem essa situação, espere até que aconteça a magia da paixão. A intimidade pode levar a lugares obscuros nunca antes frequentados.
É provável que se o casal chegou a esse nível de intimidade eles morem juntos. Uma relação estável é o primeiro passo para estabelecer esse nível profundo de intimidade. O amor é tanto que você usa o banheiro de porta aberta e ainda conversa com seu parceiro que está do lado de fora. Tudo bem. Para alguns isso significa um avanço na cumplicidade, uma etapa natural para o casal que se ama e não vê barreiras para o relacionamento. Onde um está, o outro também pode estar. Cada casal com sua manias.
Porque o amor é de fato capaz de naturalizar qualquer coisa. Não há nada nojento ou feio ou repugnante no outro. Apenas é natural e a rotina torna tudo ainda fácil. Um dia escapa um arroto, no outro o parceiro se permite uma flatulência.
É importante que você conheça seus limites e os estabeleça logo no início. O amor também pode ser abalado ao longo do tempo e qualquer coisinha que antes era fofa ou engraçado, pode tornar-se repulsiva com o passar do tempo.
Outra questão importante a se levar em conta é até onde a intimidade pode ser saudável. Porque a solidão e momentos de intimidade também são importantes para o indivíduo que deve se reconhecer sozinho, longe do seu parceiro.
Funcionando para o casal está tudo certo. Se tudo isso parece demais para você, fica a dica, estabeleça regras logo no começo.
A pergunta que fica é: tudo é permitido ou há limites para tudo? Não esqueça de deixar a sua opinião sobre esse assunto.






