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7 fatos curiosos relacionados ao Canal do Panamá que quase ninguém sabe

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Em Agosto de 1914, foi inaugurado oficialmente o Canal do Panamá, a hidrovia norte-americana, construída através do istmo do Panamá que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

Agora pare e pense no poder que esse canal tem, no que se diz respeito a ligações econômicas e viabilidade das áreas de navegação do mundo? O único outro modo de transitar de um oceano ao outro, alternativo à esse do Canal do Panamá, é contornando a América do Sul.

Pensem só no quanto ele é importante para navios com destino à Europa, ou a Ásia? Enfim, trata-se de um verdadeiro atalho criado para os navios cargueiros.

O canal, foi o maior projeto de engenharia de seu tempo, e você vai entender os motivos. Saiba mais fatos fascinantes sobre esta hidrovia icônica, incluindo por que milhares de trabalhadores morreram durante sua construção. Confira:

1. A idéia da construção do canal data do século XVI

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Em 1513, o explorador espanhol Vasco Nunez de Balboa tornou-se o primeiro europeu a descobrir que no Panamá os oceanos Atlântico e Pacífico eram separados apenas por um filete de terra. A descoberta de Balboa provocou uma pesquisa para um curso de água natural, ligando os dois oceanos. Em 1534, o Rei Charles V, achou que era inviável o projeto.

2. O homens por trás do Canal de Suez e da Torre Eiffel foram convocados para construir o Canal do Panamá, faliram a empresa e foram condenados

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Nos séculos que se seguiram, várias nações consideraram desenvolver um canal no Panamá, mas uma tentativa séria não foi feita até 1880.

Em 1881, uma empresa francesa chefiada por Ferdinand de Lesseps, um ex-diplomata que desenvolveu Canal de Suez do Egito, começou a cavar um canal através do Panamá. O projeto foi atormentado por um planejamento pobre, baixo orçamento, problemas de engenharia e doenças tropicais, que mataram milhares de trabalhadores.

Lesseps destinou-se a construir o canal ao nível do mar, sem bloqueios, como o Canal de Suez, mas o processo de escavação se mostrou muito mais difícil do que o previsto. Gustave Eiffel, que desenhou a famosa torre em Paris que leva seu nome, foi então contratado para criar os bloqueios para o canal; no entanto, a empresa liderada pelos Lesseps faliu em 1889. Na época, os franceses tinham destinado mais de $ 260.000.000 para o empreendimento do canal e escavaram mais de 70 milhões de jardas cúbicas de terra.

O colapso do empreendimento no canal causou um grande escândalo na França.  Lesseps e seu filho Charles, junto com Eiffel e vários outros executivos da empresa, foram indiciados por acusações de fraude e má gestão. Em 1893, os homens foram considerados culpados, condenados à prisão e multados, embora as sentenças foram derrubadas posteriormente.

Depois do escândalo, Eiffel se aposentou do negócio e dedicou-se à investigações científicas; Ferdinand de Lesseps morreu em 1894. Nesse mesmo ano, uma nova empresa francesa foi formada para assumir os ativos da empresa falida e continuar o canal; no entanto, esta segunda empresa logo abandonou o esforço também.

3. Os Estados Unidos queriam construir um canal na Nicarágua ao invés do Panamá

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Ao longo de 1800, os Estados Unidos, queria construir um canal ligando o Atlântico e o Pacífico, por razões econômicas e militares, considerado a Nicarágua um local mais viável do que o Panamá.

No entanto, essa visão mudou em parte graças aos esforços de Philippe-Jean Bunau-Varilla, um engenheiro francês. No final do ano de 1890 Bunau-Varilla começou a fazer lobby para que os legisladores norte-americanos optassem pelo Panamá, por no país, as condições geográficas serem melhores e não possuírem vulcões, assim como tem na Nicarágua. O que fez com que o Panamá, de fato, se tornasse a opção mais segura.

4. Mais de 25.000 trabalhadores pereceram ao se arriscarem na construção do Canal

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Seja pelo terreno ameaçador, ou pelas doenças tropicais, oriundas do clima equatorial úmido, entre 1904 à 1913, morreram 20.000 trabalhadores por intermédio de acidentes de trabalho, e mais outros 5.600 por conta das doenças e pestes tropicais, entre elas a malária e a febre amarela.

5. Entre 13.000-14.000 navios passam pelo Canal anualmente

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O número de navios, em sua grande maioria, pertencem aos Estados Unidos, seguidos pela China, Chile, Japão e Coréia do Sul. A arrecadação anual, com pedágios, é de em torno 1,5 bilhão de dólares.

Em 2010, calcularam especificamente, que desde quando foi criado em 1904, já passaram pelo canal, mais de 1.000.000 de embarcações de pequeno, médio e grande porte.

6. Em 1999, os Estados Unidos transferiram o controle do Canal, ao Panamá

Os países possuíam relações diplomáticas conturbadas, pois o Panamá, sempre quis ter uma autonomia maior em relação ao Canal. Somente em 1999 que a transferência de comando e domínio, foram de fato, concretizadas.

7. O canal vem sendo expandido para adequar-se com as tecnologias futurísticas

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Em 2007, iniciou um projeto de expansão de 5,25 bilhões dólares, que permitirá ao canal, lidar com navios que ultrapassem as dimensões dos navios panamenhos, construídos para se ajustarem através do canal, cujas fechaduras são de 110 pés de largura e 1000 pés de comprimento. O canal expandido, será capaz de lidar com navios de carga que transportam 14 mil contentores de 20 pés, quase três vezes o montante atual. O projeto de expansão, previsto para ser concluído no final de 2015, inclui a criação de um novo conjunto maior de bloqueios e o alargamento e aprofundamento dos canais de navegação já existentes.

 

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