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7 quadrinhos censurados por incomodar políticos

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Em episódios recentes, que poderiam facilmente ter saído de um gibi, algumas histórias chegaram a ser “censuradas” no Brasil. Assim sendo, obras foram recolhidas e classificadas como “impróprias”. Acontece que essa não é a primeira vez que isso acontece. Analogamente, esses fatos ocorrem em outras partes do mundo e há muito tempo. Sendo a nona arte uma forma de expressão artística, por muitas vezes, ela foi usada para questionar a autoridade.

Isso quer dizer que as coisas retratadas nessas expressões de arte, poderiam perturbar interesses alheios ou causar fúria em pessoas envolvidas. Especialmente, políticos. No caso destes, por conta do acesso ao poder, as chances de retirar as obras de circulação são enormes. Usando as mais variadas justificativas. Por isso, vamos trazer 7 histórias em quadrinhos, que foram censuradas.

1 – Batman – A Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland (1988)

Para quem conhece o personagem, pode parecer uma piada. No entanto, o Homem-morcego, ou Bruce Wayne, já foi acusado de promover a homossexualidade.

Durante a carreira do herói, foi levantada a possibilidade de que haveria um possível caso entre Batman e Robin. Tudo isso, porque os dois dormiam no mesmo lugar. Além disso, anos depois, a clássica HQ (história em quadrinhos) “A Piada Mortal” também foi impedida de circular, por conter uma suposta apologia ao estupro.

2 – Sandman – Prelúdios e Noturnos, Neil Gailman (1989)

Querido pelos fãs de quadrinhos, Sandman foi o primeiro quadrinho a entrar na lista de best-sellers do New York Times. No entanto, desde seu lançamento, a obra tem enfrentada problemas nas bibliotecas americanas. Sendo alegado que a HQ possuía linguagem ofensiva e ideias “contra a família”, a produção foi tirada de circulação.

3 – Batman: Damned, de Brian Azzarello (2019)

Após a história recente ter gerado grande polêmica na versão digital, a versão física do quadrinho foi censurado. Tudo isso, por conta de um quadro que mostrava Bruce Wayne como veio ao mundo. Em uma justificativa, foi dito que a imagem não acrescenta nada para a história.

4 – Elektra Assassina, de Frank Miller (1986)

Sendo uma personagem conhecida pela maestria em artes marciais, na história, Elektra foi treinada pela organização criminosa Tentáculo. O que a fez, inclusive, se tornar a arma mais perigosa do mundo.

Em uma de suas histórias, Elektra morre e volta a vida. E visto que sua consciência teria sido alterada, a heroína volta apresentando uma sede insaciável de sangue e vingança.  Por conta disso, a história “Elektra Assassina” foi acusada de fazer apologia ao satanismo. O que fez com que suas vendas fossem proibidas e fez com que os quadrinhos só voltassem para as bancas anos depois.

5 – Heavy Metal (2017)

Heavy Metal é uma revista conhecida por seu conteúdo adulto e que usa da fantasia, como base para suas histórias. No entanto, a capa da edição 258 foi censurada nas bancas por conter coelhos com corpos humanos sem roupa. Com a decisão, os próprios CEO’s da revista ficaram surpresos com o caso. Uma vez que a nudez exposta já havia sido apresentada em outra edição.

6 – O Último Homem, de Brian K. Vaughan (2004)

Na HQ, todos os homens da terra morrem, exceto por um, chamado Yorick. Com isso, o protagonista da história passa a enfrentar diversos problemas com organizações políticas, que são formadas apenas por mulheres.

No entanto, em 2015, um professor foi barrado, ao utilizar a história como exemplo em sala de aula. Mesmo que o aluno, que o denunciou, já fosse maior de idade, ele e seus pais alegaram que o professor deveria ter avisado, quanto ao conteúdo “pornográfico” da história. No final das contas, a faculdade chegou a ser notificada, mas nenhuma medida foi tomada.

7 – Persépolis, de Marjane Satrapi (2007)

Lançado no início dos anos 2000, o quadrinho conta a história de  Marjane Satrapi. Uma jovem iraniana que vive sua infância em meio à Revolução Islâmica.

Por conta de seu teor histórico e crítico, a história chegou a ser adotada em escolas de ensino fundamental e médio dos Estados Unidos. Estando como parte do material didático, em 2013, o governo de Chicago ordenou que as escolas públicas recolhessem todos os exemplares do livro. Sendo inclusive, um quadrinho censurado no ano seguinte, por ser um exemplo de “literatura iraniana”. Do mesmo modo que foi acusada de reforçar fundamentos islâmicos, mesmo que a trama proponha justamente o contrário.

Dragon Ball Super faz referência a My Hero Academia

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