
A Arábia Saudita já baniu os cinemas, os telefones de câmera, dia dos namorados, escolas de música e uma outra série de coisas comuns para os povos do ocidente. Mas nenhum grupo social, nos países árabes em que predominam o extremismo islâmico, é tão afetado por restrições quanto as mulheres. Você deve fazer ideia disso, considerando que você conhece a famigerada “burca”, vestimenta tradicional imposta às mulheres para que não deixem aparente nenhuma parte do corpo.
Organizações como o ISIS têm seus fundamentos no extremismo religioso. Você já viu aqui na Fatos como é um laboratório do Estado Islâmico, quais seriam os países que os apoiariam na iminência de uma guerra e também outras coisas que de modo geral foram proibidas nos países xiitas. Agora veja as proibições mais absurdas que são impostas às mulheres nos países fundamentalistas.
Nos shoppings, restaurantes e outros locais públicos, homens e mulheres só podem estar no mesmo espaço se forem marido e mulher ou como membros da família. Homens e mulheres são separados para evitar qualquer coisa de natureza sexual que possa rolar entre dois solteiros.
Mulheres com menos de 45 anos de idade precisam de autorização para viajar, mesmo que a viagem seja dentro do próprio país. Elas só podem viajar acompanhadas do pai ou do marido, e caso tenham que viajar sozinhas, deve ter uma autorização oficial.
Segundo os clérigos, mulheres dirigindo arruínam os valores sociais e ainda prejudicam seus ovários, colocando em risco futuras gestações. Em 2007, um grupo de mulheres intelectuais sauditas criou a primeira associação para reivindicar o direito de dirigir, mas há décadas as mulheres sofrem a proibição. O que costuma acontecer, é que as autoridades apreendem os carros dirigidos por mulheres até que um homem de sua família se apresente na delegacia e assine um termo garantindo que a infração não vai se repetir.
As mulheres são proibidas de participar em esportes ainda que na escola. Os membros do Comitê Olímpico Internacional não concorda com isso e querem proibir a Arábia Saudita de participar dos jogos caso eles continuem enviando atletas apenas do sexo masculino.
A liberdade para se vestir vai de acordo com o grau de conservadorismo da família da mulher. O usual é a abaya, um longo vestido preto de manga longa que cobre totalmente o corpo e ainda usarem um véu para cobrir os cabelos e rosto.
Eles acreditam que os mortos podem ouvir os vivos. Por isso, mulheres não devem ir aos enterros, porque são emotivas por natureza e seu choro incessante pode incomodar os mortos. Além do mais, eles acreditam que as mulheres fariam súplicas e rezariam para os mortos, e eles não dão muita atenção a funerais.
As academias lá só existem dentro de clínicas ou salões de beleza e estética corporal. Mesmo assim, existem restrições para o uso por mulheres. Os aparelhos são poucos e os horários basante reduzidos.
Segundo a ONG “Human Rights Watch”, foi aprovado recentemente um decreto religioso determinando que mulheres só possam ser examinadas por médicos mediante a presença de um de seus “guardiões”. Partes do corpo de mulher só podem ser expostas em caso de emergência médica.
Às mulheres na Arábia ainda é vetado o direito a estudar e fazer música. Isso também é um posicionamento fundamentado apenas no que a religiosidade dessa cultura sustenta como imoral. Mulheres não podem se expor em atos públicos, não podem ter platéia. Se a arte por si só já incomoda, imagina expressões artísticas vindas de mulheres em uma cultura tão machista?
O que você considera que foram avanços e conquistas para as mulheres brasileiras nos últimos 40 anos? Como você enxerga a motivação que algumas culturas têm para dar às mulheres um papel secundário na sociedade?






