Açúcar mascavo, demerara, light: veja diferenças e melhor opção para adoçar

Avatar for Mayara MarquesMayara MarquesSaúdemarço 26, 2024

Os tipos de açúcar que existem no mercado podem impressionar algumas pessoas. Afinal, são muitos rótulos disponíveis, mas nem sempre sabemos qual o melhor.

Todos eles têm em comum a origem na cana-de-açúcar, mas com distinções nos processos de fabricação, o que resulta em características nutricionais únicas.

Por exemplo, o açúcar mascavo, mais rico em minerais, é menos refinado, ao passo que o açúcar cristal passa por etapas que levam à perda de nutrientes.

Independentemente do tipo, o consumo deve ser moderado ou limitado, pois o excesso pode contribuir para uma série de problemas de saúde, como obesidade, diabetes e até mesmo Alzheimer.

De acordo com a OMS, o consumo máximo de açúcar para uma dieta de 2.000 calorias diárias deve ser de 50 gramas, equivalente a aproximadamente dez colheres de chá.

Essa quantidade engloba não apenas o açúcar adicionado diretamente, mas também o presente em sucos de caixinha, refrigerantes, bolos, biscoitos e sobremesas.

Embora todos os tipos de açúcar apresentem impactos negativos na saúde a longo prazo, devido à sua composição, alguns são mais prejudiciais que outros.

E se você não dispensa o consumo desse elemento doce no dia a dia, vale conhecer as melhores opções.

Classificações dos tipos de açúcar

Açúcar Mascavo

Via Freepik

Embora todo açúcar de cana seja um carboidrato simples rico em calorias, o açúcar mascavo se destaca como a melhor opção entre as alternativas derivadas dessa matéria-prima.

Isso porque se trata da forma bruta, a mais natural. Ele não passa por refinamento, o que preserva o cálcio, o ferro e os minerais presentes na cana-de-açúcar.

Entre esses minerais, encontram-se o zinco e o magnésio, essenciais para a imunidade, a saúde da pele e o equilíbrio emocional.

Os grãos maiores do açúcar mascavo não se dissolvem tão facilmente quanto outras opções, e também agregam um sabor característico semelhante ao da rapadura.

Açúcar Demerara

Ligeiramente refinado, o açúcar demerara perde alguns poucos nutrientes durante o processo de purificação, preservando, no entanto, alguns minerais da cana-de-açúcar por não utilizar aditivos químicos.

Ao contrário do mascavo, ele se dissolve mais facilmente e possui um sabor mais suave. Por outro lado, pode não ser o mais acessível economicamente.

Açúcar Orgânico

O processo de refino do açúcar orgânico não envolve aditivos químicos, o que ajuda a preservar os nutrientes, resultando em uma coloração mais amarelada.

Além disso, durante a produção desse tipo de açúcar, não são utilizados adubos, fertilizantes químicos ou agrotóxicos.

Açúcar Cristal

Composto por cristais grandes e irregulares, ele passa por um processo de purificação durante a fabricação, o qual envolve a adição de alguns aditivos químicos, como enxofre, para conferir coloração branca.

Esse processo resulta na perda de cerca de 90% dos sais minerais e vitaminas naturalmente presentes na cana-de-açúcar.

Açúcar Refinado

Entre os tipos de açúcar, esse é o mais consumido no Brasil. Semelhante ao açúcar cristal, porém, com grãos ainda mais triturados e branqueados.

Durante o refinamento, perde-se ainda mais nutrientes, restando apenas a sacarose (glicose + frutose).

Açúcar Light

O termo “light” geralmente se refere a uma versão com menos calorias, com sacarose regulada.

Dessa forma, é possível diminuir as calorias, em comparação com outros tipos de açúcar convencional.

No entanto, o uso de adoçantes artificiais também deve ser moderado, e pessoas com diabetes devem evitá-lo ou consumi-lo apenas sob orientação médica. Esta opção também é carente em vitaminas e minerais.

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Açúcar de Confeiteiro

Produzido a partir do açúcar cristal, o açúcar de confeiteiro passa por um processo de moagem ou trituração ainda mais intenso que o açúcar refinado, resultando em um pó extremamente fino.

Geralmente utilizado no preparo de sobremesas como chantili e glacês, sua finalidade principal não é adoçar, mas sim proporcionar acabamento e textura às preparações.

Assim como outros tipos de açúcar, incluindo o cristal e refinado, ele tem menos nutrientes. Além disso, durante a fabricação, inclui amido na sua fórmula para diminuir a junção dos grãos.

Alternativas no mercado

Para quem procura alternativas entre os tipos de açúcar, vale conhecer alguns produtos que ganham destaque.

Por exemplo, o açúcar de coco, extraído da seiva do coqueiro, não contendo conservantes nem sendo submetido a processos de refinamento, preservando seus nutrientes, como zinco, potássio, magnésio, ferro e vitaminas do complexo B, além da inulina, uma fibra prebiótica que retarda a absorção de açúcar no sangue e previne a prisão de ventre.

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Embora seja calórico, seu índice glicêmico é mais baixo que o do açúcar refinado, sendo ainda assim desaconselhado para diabéticos.

Também temos o xilitol, um adoçante natural derivado das fibras de frutas e vegetais, como ameixa, framboesa e couve-flor.

Com 40% menos calorias, pode ser consumido por diabéticos, já que não eleva a glicemia como o açúcar de cana e de coco.

Outra alternativa viável é a stevia, um adoçante natural derivado da planta Stevia rebaudiana. Ela possui poucas calorias e pode auxiliar na regulação do apetite e no controle dos níveis de açúcar no sangue.

Além disso, aumenta o colesterol HDL (o “bom”), reduzindo o risco de problemas cardiovasculares.

Por isso, se for viável, vale conhecer opções mais naturais entre os tipos de açúcar, mas sempre dosar o consumo.

 

Fonte: UOL

Imagens: Freepik, Freepik, Freepik

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