Natureza

Agentes soltam cobra matadora em floresta no Rio após se confundirem

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Agentes da Defesa Civil do Rio de Janeiro se confundiram e soltaram uma cobra píton na Floresta da Tijuca, após achar que era uma jiboia.

O biólogo especializado em cobras, Henrique, denunciou o incidente, que foi exibido pelo FLIPAR e republicado para aqueles que não o viram.

Essa espécie de serpente é exótica no Brasil e pode causar desequilíbrio ambiental, representando uma ameaça a outras espécies, além de ser capaz de se reproduzir assexuadamente.

Esse não é o primeiro caso no Brasil a ganhar reconhecimento. Por exemplo, no ano passado, agentes da PM Ambiental do Distrito Federal liberaram uma cobra píton no Cerrado, também confundindo com uma jiboia.

Especialistas alertaram para o perigo da soltura, já que esses animais não possuem predadores no Brasil.

No caso dos últimos dias, a equipe não conseguiu realizar a recuperação do animal, mas monitora a área caso existam reportes.

Via Agro20

Caso isolado?

Enquanto isso, em junho de 2022, uma cobra píton apareceu em situação de abandono dentro de uma sacola na cidade de Marabá, no estado do Pará.

O animal estava em uma garrafa de cachaça e um bilhete que dizia “Cuidem bem dela”.

O veterinário Pedro Calazans divulgou um vídeo no Instagram mostrando o animal e as marcas de queimaduras pelo corpo.

Pedro destacou que a atitude de abandonar animais é um problema crescente na sociedade, em que pessoas se livram do animal em vez de cuidar dele.

A cobra píton, embora possa existir como animal de estimação, não é uma espécie dócil e requer cuidados específicos.

A sacola apareceu em frente ao Parque Zoobotânico de Marabá, um espaço que abriga espécies em 15 recintos desde 1997.

Pedro e Sara, que gravaram o vídeo com a cobra, ofereceram-se para cuidar do animal e tratar suas queimaduras.

Esse episódio chama a atenção para a importância da conscientização sobre o cuidado com os animais e o impacto da negligência na vida desses seres vivos.

Perigos da cobra píton no Brasil

A cobra píton é uma espécie exótica no Brasil e sua presença pode representar um risco para a biodiversidade local.

Essas cobras são nativas do Sudeste Asiático e se adaptaram a um ambiente completamente diferente do que se encontra no Brasil.

Além disso, as pítons são predadoras de grande porte e podem afetar diretamente a fauna local, tornando-se uma ameaça para outras espécies.

Outro aspecto preocupante é que a cobra píton pode se reproduzir assexuadamente, o que significa que uma única cobra pode gerar uma população inteira.

Esse comportamento reprodutivo é uma característica única dessa espécie e pode aumentar o risco de invasão ecológica e o desequilíbrio ambiental.

Além disso, as cobras píton são animais que requerem cuidados específicos e conhecimentos técnicos para manter em cativeiro.

Muitas vezes, esses animais são comprados por pessoas que não têm experiência em lidar com eles. Com isso, acabam sendo abandonados em locais inapropriados, como foi o caso mencionado anteriormente na cidade de Marabá.

O abandono desses animais pode colocar em risco a segurança pública e a saúde pública, já que essas cobras são animais potencialmente perigosos para os seres humanos.

Via UOL

Como devolver na natureza?

A devolução de uma cobra píton na natureza deve ocorrer de forma cuidadosa. Também deve seguir alguns protocolos para garantir a segurança do animal e a proteção da biodiversidade local.

É importante lembrar que a cobra píton é uma espécie exótica no Brasil e sua soltura pode representar um risco ambiental.

Se você encontrou uma cobra píton em área urbana ou mantida em cativeiro sem autorização, o ideal é entrar em contato com as autoridades ambientais locais, como o Ibama ou a Polícia Ambiental, para que elas possam orientar sobre os procedimentos a serem seguidos.

Caso a devolução da cobra píton na natureza seja autorizada, é necessário escolher uma área adequada, que seja o mais próximo possível do habitat original da espécie e que ofereça condições adequadas para sua sobrevivência.

É importante lembrar que a soltura de animais em áreas protegidas sem autorização é crime ambiental.

Antes de soltar a cobra píton, é preciso verificar se ela está em boas condições de saúde e bem alimentada.

Além disso, é necessário transportá-la de forma segura, utilizando caixas adequadas e mantendo a temperatura e a umidade adequadas.

Por fim, ao soltar a cobra píton na natureza, é importante observá-la de longe para garantir que ela se adapte bem ao novo ambiente e possa se alimentar e se reproduzir normalmente.

O monitoramento é importante para garantir que a cobra não seja capturada ou morta por humanos ou predadores naturais.

 

Fonte: MSN

Imagens: Agro20, UOL

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