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Após ganhar prêmio internacional, brasileira terá seu nome em asteroide

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      23/05/19 às 19h54

Juliana Davoglio Estradioto, com apenas 18 anos de idade, possui um currículo fantástico. Nascida em Osório, região litorânea do Rio Grande do Sul, ela acumula 11 prêmios científicos, entre nacionais e internacionais. Além de 30 menções e votos de congratulações. Juliana já participou de eventos científicos nos Estados Unidos e foi a primeira brasileira selecionada para companhar uma cerimônia do Prêmio Nobel.

Desde a mais tenra idade, Juliana já demonstrava o quanto amava a ciência. Quando menina, ela adorava subir em árvores e observar os insetos nelas. E desde então, Juliana deu seguimento a seus instintos de cientista e vem dando muito orgulho para nossa nação.

A ciência na infância

"A criança já é cientista, pois investiga tudo. Qual o primeiro instinto dela? Colocar tudo na boca. O sistema educacional e os adultos que vão cortando a ciência das crianças. É uma pena", disse Juliana em entrevista à revista Galileu.

O primeiro contato que a jovem teve com os laboratórios foi em 2015, ao cursar o ensino médio no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Lá, Juliana se formou no curso técnico em administração. Ela ainda chegou a participar de um exercício sobre a agricultura da região, conhecido pela grande produção de maracujás.

"Nessas visitas, percebi que os resíduos gerados não tinham destinação correta", declarou. Assim, nascia um projeto destinado a combater o problema. Juliana desenvolveu um filme plástico biodegradável (FPB) para substituir embalagens plásticas das mudas de plantas. O material era feito das cascas do maracujá e, em aproximadamente 20 dias, ele se decompunha na natureza.

Com esse projeto, a gaúcha foi reconhecida com o primeiro lugar na premiação Jovem Cientista 2018, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na categoria Ensino Médio. "Foi indescritível. Não é fácil fazer pesquisa, ainda mais quando tu estás no ensino médio e não tem nenhum recurso destinado para isso. Precisa de muito esforço e dedicação. O reconhecimento mostra que valeu a pena e que estou no caminho certo", desabafou.

O reconhecimento

A menina foi escolhida pela segunda vez  para representar o Brasil na International Science and Engineering Fair (Intel Isef) 2019, feira internacional de ciências e engenharia para jovens cientistas pré-universitários, em Phoenix, nos Estados Unidos. Com seu projeto envolvendo o aproveitamento de resíduos que sobram do processo da macadâmia, a brasileira conquistou o primeiro lugar da feira.

Em seu novo projeto, Juliana aproveita o material que seria descartado para produzir um material orgânico, que se transforma em embalagens e até em curativos. O que substitui o uso de materiais similares sintéticos. "Parece mentira. Às vezes eu me belisco para ver se é verdade. É muito difícil representar o Brasil nesta feira. É mais difícil ainda vencer. São projetos legais do mundo inteiro e eu venci em primeiro na minha categoria. Olha, ainda estou sem palavras. É muito indescritível", disse ela em entrevista ao UOL.

Juliana concorreu com outros 1.800 jovens pesquisadores do mundo todo, com idades entre 15 e 19 anos. Eles apresentaram projetos para uma comissão avaliadora formada por cientistas de vários países do mundo. O projeto começou a ser desenvolvido quando ela ainda cursava o ensino médio. Ao longo de uma ano, ela e sua orientadora, a professora Flávia Twardowsky, fizeram testes para verificar se a casca da noz poderia servir para algo sustentável, econômico e com relevância social.

A gaúcha levou para casa um prêmio de 3 mil dólares e ainda o privilégio de nomear um asteroide. Não sabemos ao certo qual de seus dois sobrenomes será escolhido, mas isso parece não importar muito para a menina.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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