App falso para imposto de renda rouba dados, alerta Receita

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesmarço 21, 2024

Os impostos são tributos que nós devemos repassar ao Estado, ou qualquer entidade que o represente. Caso não paguemos, podemos sofrer com sanções civis e até penais. Dentre todos os que são pagos, o imposto de renda é o mais conhecido e o que gera mais dúvidas nas pessoas. Talvez por isso os criminosos se aproveitem disso.

Isso é tão real que a Receita Federal fez um alerta a respeito de um golpe envolvendo um aplicativo falso para fazer a entrega do imposto de renda. Para aplicar o golpe, os criminosos têm mandado e-mails e mensagens para que as pessoas instalem o software mal-intencionado que tem o objetivo de roubar os dados delas.

No golpe, as pessoas são direcionadas para um endereço eletrônico falso, onde são incentivadas a baixar um aplicativo que, supostamente, iria facilitar o envio das informações fiscais para o governo. No entanto, o link leva a pessoa a instalar um malware que pode danificar o sistema e roubar informações pessoais.

Golpe do imposto de renda

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Ainda de acordo com a Receita, os criminosos estão usando as plataformas oficiais de download de aplicativos, como Play Store (do Android) e App Store (do iPhone), e colocando logotipos parecidos com os da Receita Federal para que as pessoas não desconfiem na hora de baixar o app.

Justamente por isso que é essencial checar o nome do desenvolvedor do aplicativo. Ele deve ser “Serviços e Informações do Brasil”, que é o responsável pelos serviços digitais do governo federal.

A Receita também disse que os apps reais “Meu Imposto de Renda” estão disponíveis para download através de links específicos na Play Store e na App Store. E para usar esse app, a pessoa tem que ter uma conta ouro ou prata no portal gov.br.

No caso de fazer a declaração online, a pessoa tem que acessar o portal e-CAC da Receita Federal. E para quem ainda tiver alguma dúvida sobre isso, todas as informações e orientações oficiais estão disponíveis no site oficial da Receita.

Outro ponto dito pela Receita é que ela não faz comunicação por e-mail, mensagens instantâneas ou SMS pedindo os dados pessoais das pessoas, como CPF, senha ou informações bancárias.

Dinheiro

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Sempre que o período de declaração se aproxima as pessoas ficam com a dúvida de para onde vai o dinheiro pago no imposto de renda. A resposta é que assim como todo imposto, o Imposto de Renda não pode ser destinado a uma despesa específica. Por conta disso que o dinheiro que é arrecadado com ele vai para o caixa geral, o Tesouro Nacional, e depois é distribuído para as despesas públicas gerais.

“O caixa público segue o que está previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), que define um ano antes como será gasto o orçamento no calendário seguinte”, disse Anderson Costa de Souza, professor de MBA da FGV.

Então, o dinheiro arrecadado é dividido meio a meio. Sendo que metade vai para a União e o resto é dividido assim:

21,5% para o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal; 25,5% para o Fundo de Participação dos Municípios; 3% são aplicados em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Por mais que exista essa divisão, não é possível saber quanto dinheiro é destinado para cada uma das áreas. O que se sabe é somente que ele é usado para custear os gastos públicos nos mais variados âmbitos.

“O que a gente sabe é que esse dinheiro vai para algum lugar do Estado. Pode ser desde para pagar a comida do presidente no Palácio, até para construir um hospital. Depois que ele chega ao Tesouro, é repartido em dotação orçamentária, quando é separado para cada área, como saúde, educação, entre outros”, explicou Roberto Quiroga, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/SP.

O dinheiro que é repassado para os estados e municípios é destinado para arcar com as despesas da máquina pública. Além disso, ele também é usado para oferecer a estrutura que a população precisa em áreas como saúde, educação, cultura, lazer, e demais serviços públicos.

“O rateio da receita proveniente da arrecadação de impostos entre os entes federados é um mecanismo fundamental para amenizar as desigualdades regionais, na busca para promover o equilíbrio socioeconômico entre Estados e Municípios”, disse João Eloi Olenike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

Fonte: Olhar digital, UOL

Imagens: Olhar digital

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