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Artista usa essência de vagina e pelos pubianos para fazer seus quadros

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O artista belga Peter de Cupere, criou uma obra artística peculiar, a partir de ingredientes pouco convencionais. A tinta utilizada para pintar o quadro, foi extraída essência de vagina colhida de várias mulheres, de etnias diversas, que toparam fazer parte do projeto. As cerdas de seu pincel são constituídas de pelos púbicos, retirados um a um das partes íntimas, e agrupados para formar um “chumaço”.

Inspirado na obra “A Origem do Mundo”, feita em 1866 por Gustave Coubert, ele quis provar que há um tabu muito grande na sociedade. A obra de Coubert, que retrata uma vagina de forma realista, foi censurada inúmeras vezes ao longo da história, sempre causando polêmicas e discussões sobre o tema.

“Não há nada tão criativo quanto começar um quadro em branco e pincelar seus desejos com cheiro de vagina”, descreveu o artista. A obra foi exposta na exposição “The Sense of Smell”, no museu Moti localizado em Breda, na Holanda. 41

 

Cupere provou que a sociedade pouco mudou suas opiniões sobre esse tabu. O trabalho de Peter vai além, pois sempre procura trabalhar com o olfato, interagindo de forma diferente com o público. Assim como sua última – e polêmica – obra, chamada “The Deflowering”, que era uma estátua em formato vaginal, a recente pintura que exala o odor natural do órgão genital feminino.

A estátua de Virgem Maria é feita de água benta congelada. Dentro dela, há “essência vaginal” (suores do sexo feminino colhidos em laboratório). Na performance olfativa, conforme a estátua derrete, os apreciadores imediatamente sentem o cheiro em questão. A apresentação dura apenas duas horas, até que a Virgem Maria derreta completamente.

 

A obra busca explorar a lacuna entre o divido e a representação física da mulher. “A religião sempre foi uma boa questão para a arte”, disse De Cupere ao Huffington Post, ao explicar sua obra. “O motivo é simples: a religião sempre foi conservadora, uma ideia velha e fechada, e a arte é o contrário: é progressista e aberta — como uma vagina.”

O artista escolheu a imagem da Virgem Maria porque é o mais conhecido símbolo religioso do feminino, e as religiões sempre elegeram a feminilidade e a sexualidade como inimigas. “Não digo que as mulheres são sempre tratadas de modo errado na religião, mas ainda acontece muito”, afirma o artista. Metaforicamente, ao exalar o cheiro de vagina, a Virgem Maria confere às mulheres liberdade sexual.

 

 

 

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