Curiosidades

Cientistas criam ratos sem pais e com duas mães

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Normalmente, quando pensamos em reprodução animal, seja ela humana ou não, associamos com a junção de um pai e uma mãe. No entanto, esse nem sempre precisa ser o caso, como por exemplo, na partenogênese. Esse é um tipo de reprodução assexual em que a fêmea se reproduz sem precisar de um macho.

Nesse caso, os gametas femininos são quem dão origem a um embrião que consegue se desenvolver até seu nascimento, são o caso de alguns animais, como certos tipos de abelha, escorpiões, peixes e lagartos. Entretanto, esse processo nunca foi observado em mamíferos. Pelo menos, não até agora.

Isso porque, os cientistas chineses conseguiram criar uma técnica para induzir a partenogênese em ratos em laboratório, o que gera filhotes apenas com a mãe e com DNA totalmente feminino.

Duas mães

Superinteressante

Para fazer isso, eles coletaram óvulos de ratas e desabilitaram sete trechos do genoma. Com isso, os cientistas conseguiram que os embriões bimaternais, que são aqueles que combinam os genes de duas fêmeas, se desenvolvessem. Ao todo, eles criaram 389 embriões desse tipo, mas apenas 192 se desenvolveram. Foram esses que foram implantados em 14 fêmeas.

Mesmo com um número alto, apenas três ratinhas nasceram. Duas delas tinham um peso baixo, eram bem pequenas e morreram antes de terem um dia de vida. Já a terceira, mesmo tendo dificuldades de crescimento pela falta do gene Rasgrf1, que normalmente vem dos gametas masculinos, conseguiu chegar na idade adulta.

Quando essa rata, proveniente de duas mães, chegou na idade adulta ela foi cruzada com machos e teve filhotes. Eles eram normais e não tinham nenhum defeito no gene do crescimento como sua mãe teve.

Nascimento virginal

O reino animal é mais curioso do que o humano. Isso por causa da diversidade das espécies. Geralmente, a forma de reprodução é a mesma, precisando de um pai e uma mãe, mas essa concepção de embrião também pode surpreender.

Como no caso desse raro tubarão que nasceu de um “nascimento virginal” em um tanque de tubarões fêmeas em um aquário italiano. De acordo com os cientistas, ele pode ser o primeiro do seu tipo.

O filhote de tubarão smoothhound, chamado Ispera, que significa esperança na Sardenha, nasceu no Acquario di Cala Gonone, Itália. A mãe desse filhote passou 10 anos vivendo em um tanque com outra fêmea. Por conta disso, os cientistas acreditam que esse filhote recém nascido pode ser o primeiro caso documentado de partenogênese de tubarão nessa espécie.

A partenogênese é um fenômeno raro em que o óvulo se desenvolve em um embrião sem ter sido fertilizado por um espermatozoide. Esse processo já foi observado em mais de 80 espécies de vertebrados, incluindo tubarões, répteis e peixes.

Contudo, por mais que os tubarões tenham essa capacidade, era bem difícil documentá-la na natureza. “Na natureza, a partenogênese pode ser o último recurso para as fêmeas que não conseguem encontrar um parceiro em situações de baixa densidade populacional”, pontuou Demian Chapman, diretor do programa de conservação de tubarões e raias do Mote Marine Laboratory & Aquarium na Flórida.

Partenogênese

Science Alert

Segundo a National Geographic, existem dois tipos de partenogênese. O primeiro tipo é a apomixia, que é um tipo de clonagem mais comum em plantas. O outro é a automixis, que foi documentada em tubarões. Ela envolve uma leve mistura dos genes da mãe para conseguir criar descendentes parecidos com ela, mas não clones exatos.

“Em vez de se combinar com um espermatozoide para formar um embrião, o óvulo se combina com um corpo polar. Ele é essencialmente outra célula. Ela se produz ao mesmo tempo que se produz o óvulo. E tem o DNA complementar. A partenogênese é essencialmente uma forma de endogamia, já que a diversidade genética da prole é bastante reduzida”, explicou Christine Dudgeon, pesquisadora da University of Queensland, na Austrália.

Por conta disso, os filhotes de partenogênese podem ter uma chance reduzida de sobrevivência.

Fonte: Superinteressante, Science Alert

Imagens: YouTube, Superinteressante, Science Alert

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