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Cientistas provaram que os filhos únicos podem ter o cérebro alterado de maneiras fascinantes

POR PH Mota    EM Curiosidades      22/05/17 às 19h28

A maioria de nós conhece os estereótipos familiares envolvendo filhos únicos, irmãos mais velhos, mais novos, etc. É claro que cada pessoa pode usar as suas próprias experiências para defender ou contestar cada uma das teorias, mas agora a ciência colocou um pouco de luz na discussão

Um estudo na China garante que crescer sem irmãos pode criar uma diferente estrutura cerebral. De acordo com os resultados, filhos únicos tendem a ser mais criativos e menos sociáveis. Assim como o senso comum já defendia, aqueles que não têm irmãos não precisam disputar a atenção dos pais e acabam recebendo mais apoio, mas perdem algumas experiências de compartilhamento e experiência.

Estudos anteriores já haviam focado na diferença de comportamento, funções cognitivas e traços de personalidade de crianças que crescem com ou sem irmãos. Mas esse novo estudo da Universidade Southwest, de Chongqing, tentou descobrir a diferença a partir de uma base neural.

Os pesquisadores estudaram 250 estudantes, sendo que cerca da metade deles eram filhos únicos. Eles analisaram os cérebros enquanto analisavam personalidade, criatividade e inteligência a partir de métodos científicos.

Os testes mostraram que os filhos únicos tiveram melhores resultados em questões de criatividade, mas apresentaram desempenho muito abaixo em certos traços de personalidade. As análises demonstraram que partes do cérebro ligados ao desenvolvimento de cada um desses fatores apresentava estruturas muito diferente nos dois tipos de pessoas.

Os filhos únicos que tiveram maiores resultados em criatividade mostraram um maior volume de massa cinzenta no lobo parietal, parte do cérebro associado com flexibilidade mental e imaginação. Os exames desses estudantes também mostraram menos massa cinzenta no córtex pré-frontal medial, parte conhecida por desenvolver o pensamento sobre si em relação com os outros.

Os pesquisadores defendem que os diferentes ambientes familiares realmente podem influenciar o desenvolvimento da estrutura do cérebro, o que acaba influenciando no tipo de pessoa que cada um vem a ser ao longo da vida.

Eles também apontaram outros estudos que também mostravam que filhos únicos exibem mais qualidades positivas relacionadas à cognição, como maior inteligência e criatividade, geralmente demonstrados por conquistas na escola.

Apesar dos pesquisadores não apresentarem o trabalho com um conclusão precisa, sugerem que as crianças criadas sem irmãos podem receber mais atenção e apoio. A partir da devoção e da expectativa gerada em relação à criança, as crianças desenvolvem muito mais criatividade.

Apesar disso, a dedicação mais exagerada de pais, avós e outros familiares, quando em comparação com famílias com vários filhos, podem causar certos traços de personalidade considerados indesejáveis como dependência, egoísmo e despreparo social. Por outro lado, quem cresce ao lado de outras crianças acaba desenvolvendo práticas de relações sociais, suporte emocional e empatia.

É importante destacar que existem algumas limitações no estudo. Primeiramente, todos os participantes foram tirados de um ambiente de muita educação e em uma parte muito específica do mundo. Por conta disso, os resultados refletem a realidade apenas de um ambiente e um cenário.

Ainda assim, os resultados mostram as primeiras evidências das diferenças de estruturas na anatomia do cérebro e a ligação disso com a flexibilidade do comportamento humano. Enquanto ainda existe muito o que não conseguimos entender sobre o cérebro, é claro que o ambiente familiar afeta diretamente em nosso cérebro e é fascinante pensar onde as pesquisas poderão nos levar no futuro.

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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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