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Cientistas traduziram teias de aranha em música e o resultado é impressionante

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Aranhas, normalmente, não são um dos animais mais queridos das pessoas. Elas são animais que vivem em diversos lugares, como em matas, pântanos, desertos e buracos no solo. O corpo delas é dividido em cefalotórax e abdômen sendo que, neste, há quatro pares de pernas. Como em todos os artrópodes, as aranhas possuem exoesqueleto, composto por quitina.

Esses animais dependem significativamente do toque para sentirem o mundo a sua volta. Por isso, os corpos e pernas das aranhas são cobertos por pequenos pelos e fendas que conseguem diferenciar diferentes tipos de vibrações.

Por exemplo, uma presa caindo na teia faz uma vibração bem diferente de uma outra aranha que se aproxima em um cortejo, ou então uma brisa batendo na teia. E cada fio da teia produz um tom diferente.

Teia

Sabendo disso, há alguns anos, cientistas traduziram a estrutural tridimensional de um uma teia de aranha em música. Esse trabalho foi feito junto com o artista Tomás Saraceno. Eles criaram um instrumento musical interativo chamado “Spider’s Canvas”.

Agora, a equipe aprimorou e ampliou esse trabalho anterior. Eles adicionaram um componente de realidade virtual interativo que dá as pessoas a possibilidade de entrarem e interagirem com a teia.

De acordo com a equipe, essa pesquisa irá ajudar não apenas a entender melhor a arquitetura tridimensional da teia, mas também a aprender a linguagem vibracional das aranhas.

“A aranha vive em um ambiente de cordas vibrantes. Elas não veem muito bem, então sentem seu mundo por meio de vibrações, que têm frequências diferentes”, disse Markus Buehler, engenheiro do MIT.

Música

Quando pensamos em uma teia de aranha, geralmente, vem na mente uma coisa redonda, com raios radiais em torno dos quais a aranha faz uma rede em espiral. No entanto, a maior parte das teias não é assim. Elas são construídas em três dimensões.

Para analisar essa estrutura, a equipe colocou uma aranha-tenda tropical em um recipiente retangular e esperou que ela o preenchesse com sua teia tridimensional. Depois disso, eles usaram um laser de folha para iluminar e criar imagens de alta definição de seções transversais 2D da teia.

Com a ajuda de um algoritmo especialmente desenvolvido para isso, ele juntou a arquitetura 3D da teia a partir das seções transversais 2D. E para transformar isso em música, frequências diferentes de som foram  alocadas para diferentes vertentes. Então, as notas geradas foram tocadas em padrões baseados na estrutura da teia.

Além disso, os pesquisadores também escanearam uma teia enquanto ela estava sendo girada. Com isso, eles traduziram cada etapa do processo em música. Isso quer dizer que as notas mudam conforme a estrutura da teia muda. E a pessoa consegue ouvir esse processo de construção dela.

Experiência

Ter esse registro de construção significa que os pesquisadores podem entende melhor como as aranhas constroem uma teia 3D sem nenhuma estrutura de suporte. Essa habilidade poderia ser usada na impressão 3D, por exemplo.

O “Spider’s Canvas” deu ao público a oportunidade de ouvir a música das ranhas. Mas com a realidade virtual adicionada, as pessoas podem entrar e tocar os fios da teia por conta própria. Segundo os pesquisadores, isso adiciona uma nova camada de experiência.

“O ambiente de realidade virtual é realmente intrigante porque seus ouvidos vão captar características estruturais que você pode ver, mas não reconhecer imediatamente. Ouvindo e vendo ao mesmo tempo, você pode realmente começar a entender o ambiente em que a aranha vive”, concluiu Buehler.

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