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Clipe icônico de funk ostentação quase é derrubado por marca de uísque

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Recentemente, o canal Kondzilla revelou que a marca escocesa de uísque Johnnie Walker tentou derrubar o vídeo da música “Como é bom ser vida loka” do MC Rodolfinho. Essa é uma das músicas mais importantes do funk ostentação.

Segundo o diretor, a empresa queria evitar associação com o público da música. No entanto, o vídeo ainda está disponível no canal do MC Rodolfinho, com 33 milhões de visualizações.

O funk ostentação foi a primeira vertente do funk paulista a se tornar um fenômeno nacional. Em 2012, os artistas fizeram sucesso ao enaltecer bens de luxo em suas músicas e vídeos, com o Kondzilla sendo o maior criador dessa vertente.

O canal revelou, agora, que nos bastidores, as marcas exaltadas pelos artistas tentavam se dissociar deles.

Atualmente, diversos cantores brasileiros não apenas utilizam as marcas em seus clipes, como se tornaram propaganda de itens internacionais. Por exemplo, MC Hariel é visto em suas redes constantemente divulgando a Lacoste e KayBlack.

O representante do canal Kondzilla diz que a Johnnie Waker deveria agradecer o clipe, e não tentar derrubar o vídeo. Isso porque são essas gravações que tornam a marca tão popular em determinados meios, por conta dos ouvintes e da realidade em que eles estão.

Via G1

A marca conseguiria derrubar o vídeo?

A tentativa da marca escocesa de uísque Johnnie Walker de derrubar o vídeo da música “Como é bom ser vida loka” do MC Rodolfinho, por causa do uso de garrafas da bebida no clipe, é um exemplo de como as empresas muitas vezes tentam proteger sua imagem pública e evitar associações indesejadas.

No entanto, é improvável que a marca consiga remover o vídeo. Afinal, o uso das garrafas de Johnnie Walker no clipe não é uma violação direta dos direitos autorais da marca.

Além disso, a música e o vídeo foram criados e publicados legalmente por MC Rodolfinho, sem a intenção de prejudicar a marca de uísque.

Por outro lado, entende-se que o vídeo gerou publicidade negativa para a marca, ao ter associação a um gênero musical famoso por enaltecer o consumo ostensivo de bens de luxo.

No entanto, essa é uma questão mais complexa que envolve a percepção do público em relação à marca e ao gênero musical. Assim, não pode ser resolvida simplesmente removendo um vídeo da internet.

No final das contas, a tentativa da Johnnie Walker de remover o vídeo da música “Como é bom ser vida loka” é uma medida preventiva para proteger a imagem da marca, mas é improvável que tivesse sucesso em sua empreitada.

Funk e marcas

Via Jornal A Verdade

O gênero musical de nome funk ostentação surgiu no Brasil na década de 2000 e se popularizou ao longo dos anos.

Uma das características desse estilo musical é a presença de marcas internacionais em seus clipes, muitas vezes associadas a luxo.

Essa tendência acontece por uma série de fatores. Em primeiro lugar, as marcas internacionais têm uma presença forte no mercado brasileiro e são vistas como símbolos de status e poder aquisitivo.

Para os artistas de funk ostentação, incluir essas marcas em seus clipes é uma forma de se identificar com essa imagem de sucesso e riqueza.

Além disso, muitas marcas internacionais investem em publicidade agressiva no Brasil. Assim, aumenta a visibilidade e o reconhecimento de suas marcas.

Essa publicidade muitas vezes é direcionada para públicos jovens e urbanos, que são justamente os principais consumidores de funk ostentação.

Por fim, é importante lembrar que o funk ostentação surgiu em um contexto social e econômico específico, marcado pela ascensão da classe média e pela disseminação do consumo ostensivo de bens de luxo.

Nesse contexto, as marcas internacionais se tornaram símbolos de um estilo de vida aspiracional, ao qual muitos jovens brasileiros passaram a se identificar.

 

Fonte: G1

Imagens: G1, Jornal A Verdade

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