Natureza

Como acontece a limpeza do mar quando há vazamento de petróleo?

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Infelizmente, o derramamento de petróleo no mar não é uma situação rara. Esse desastre acarreta danos profundos à vida marinha e até mesmo à vida humana. Dessa forma, quando acidentes assim acontecem, é essencial que a mancha de petróleo seja retirada do mar o quanto antes. 

Quanto mais tempo levar para o processo de limpeza acontecer, mais impactos serão sentidos pelos animais que habitam a região marinha. Se você quer descobrir como acontece a limpeza do mar, nós te contamos a seguir:

O processo de limpeza do mar

Quando acontece o vazamento de petróleo no mar, o primeiro passo a ser realizado é cercar a mancha de óleo (por meio de barragens flutuantes), para evitar que ela se espalhe e continue contaminando rios ou até mesmo o mar. Após esse processo, deve-se iniciar a recuperação da área, separando o óleo da areia e da água. Se o procedimento for realizado da forma correta, o óleo pode ser reaproveitado.

Uma outra alternativa utilizada é o uso de dispersantes, que são substâncias químicas que tem como finalidade a quebra das moléculas de petróleo. No entanto, essa estratégia pode ser ainda mais prejudicial à fauna e à flora marinhas do que o derramamento em si, pois a quebra de hidrocarbonetos pode torná-los mais fáceis de serem absorvidos e ingeridos pelas espécies. 

Reuters

Outras possibilidades para controlar os vazamentos de petróleo são a queima do combustível na superfície marinha e a retirada de seu excesso por certos tipos de boias absorventes presentes em embarcações marítimas. No entanto, esses processos podem deixar resíduos e uma verificação minuciosa deve ser feita após a limpeza.

Por que o vazamento de petróleo traz tantos prejuízos?

Uma série de processos físico-químicos ocorre quando o petróleo entra em contato com a água do mar. Em primeiro lugar, este composto pode se espalhar na superfície, formando um filme superficial. Parte do petróleo derramado também pode evaporar, de acordo com as condições de temperatura do mar. 

Outra porção deste composto pode se solubilizar na água, processo que ocorre em maior intensidade nas primeiras horas após o derramamento. Além destas transformações, o petróleo também pode sofrer foto-oxidação, que transforma os hidrocarbonetos originais em outras substâncias, como os aldeídos, que são ainda mais prejudiciais para a vida marinha do que os componentes originais (hidrocarbonetos). 

Quando acontece o derramamento, o óleo envolve as algas, formando um filme que reduz a difusão de gases e dificulta a realização de fotossíntese. Consequentemente, as algas são levadas à morte porque não conseguem realizar o processo de respiração. 

Já os mamíferos e aves marinhas são afetados através da ingestão de hidrocarbonetos provenientes do petróleo, que envenenam estes animais. Além disso, o óleo gruda nas penas dos pássaros, prejudicando seu voo e mergulho no oceano, além de expor a pele sensível destes animais à temperaturas extremas, os levando à morte.

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Mesmo após a limpeza do ambiente, partículas petrolíferas podem permanecer nas áreas afetadas por um longo período de tempo, com isso, são absorvidas ou ingeridas por organismos marinhos. No caso dos peixes, os compostos do petróleo podem acumular-se nos tecidos das espécies.

Quando contaminados, esses animais sofrem com alterações nas taxas respiratória e de crescimento, deficiências reprodutivas e o inchaço do fígado. Dificilmente algum sobrevive após ser contaminado pelos compostos do petróleo.

Em janeiro do ano 2000 o Brasil registrou um dos vazamentos mais graves de petróleo, na baía de Guanabara. Na ocasião, um duto se rompeu e lançou ao mar mais de um milhão de litros de petróleo. Diversos animais morreram em decorrência do descuido.

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