Embora alguns lugares já tenham políticas que proíbam o casamento infantil, muitos países ainda são adeptos dessa cultura. Seja por uma questão cultural ou motivada pela pobreza. Mas o fato é que o casamento infantil priva as meninas de escolherem o seu futuro, além de ser uma violação dos seus direitos como ser humano. É uma triste realidade pra milhares de meninas que são forçadas a se casarem cedo a abdicarem da sua própria educação. Mas nesse cenário ainda existem pessoas dispostas a mudar essa realidade afim de proporcionar a essas meninas o direito de estudar.

Theresa Kachindamoto é uma dessas pessoas, ela é supervisora de um distrito em Malawi, na África. Ela é uma líder feminista quem tem se destacado pelo seu trabalho ajudando mulheres e meninas da sua comunidade. Até 2016, ela já tinha anulado mais de 850 casamentos forçados no seu país. E não para por aí o seu trabalho, após libertar as meninas do casamento, ela as ajuda a entrarem na escola. Com isso Kachindamoto deu início a uma nobre luta para abolir rituais que iniciam crianças sexualmente.

Casamento forçado

No Malawi mais da metade das mulheres se casam antes de completarem a maior idade. Muito disso está relacionado ao fato de que o país tem um baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Tudo isso faz com que o trabalho, feito pela líder feminista, seja tão importante. Para muitas meninas, ela é a única esperança de terem uma vida diferente.

Theresa Kachindamoto já trabalho com isso há mais de 27 anos e continua conquistando várias vitórias importantes para a sua comunidade. Uma delas foi a lei que institui a maioridade de 18 anos para casamentos, mesmo aqueles que contam com a autorização dos país. No Malawi, é muito comum menina de 12 anos grávidas em decorrência de casamentos infantis. Agora, a luta é para que essa idade seja ampliada para os 21 anos.

Luta feminista

Por se tratar de uma região muito pobre, acontece muito de famílias arranjarem casamentos para as meninas com o intuito de diminuir as despesas da casa. Assim, as despesas com as meninas passam a ser do marido.

E são tradições como essas acabam diminuindo a voz feminina nas sociedades acarretando todos os tipos de violência contra a mulher. Não é por acaso que uma a cada cinco mulheres do país são vítimas de abuso sexual. O que torna a situação extremamente preocupante, já que assim, os índices de HIV continuam a crescer no país.

Devido ao trabalho que vem desenvolvendo na comunidade, Theresa enfrenta uma forte oposição. Ela inclusive já foi até ameaçada de morte, por parte de outros políticos que não concordam com suas políticas públicas. No entanto, esse tipo de opressão não parece amedrontar a líder. Ela rebate as críticas dizendo que continuará a sua luta até a morte. “Se elas forem educadas, podem ser o que quiserem, até esposas e mães. Mas se elas quiserem”, disse ela, em entrevista.

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Publicado em:

17/02/20 15h16