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Conheça a cidade de 9 mil anos recém descoberta

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Israel é um país de constantes e inesperadas surpresas, principalmente, quando se trata de arqueologia. A última descoberta arqueológica no país tem sido considerada um divisor de águas pelos especialistas. Isso porque pode desestruturar tudo aquilo que até então foi registrado. Uma cidade da Idade da Pedra, de 9 mil anos atrás, foi revelada pela Autoridade de Antiguidades de Israel. A descoberta, agora, obriga os historiadores a recuarem no tempo, para reaverem tudo o que se sabe sobre Israel.

De acordo com os especialistas, o assentamento pré-histórico de Motza é um dos maiores do mundo. A cidade descoberta fica a cinco quilômetros à oeste de Jerusalém. O local foi encontrado quando o governo iniciou escavações para construir uma nova estrada. As obras foram paralisadas e a descoberta passou a ser considerada a maior pesquisa de um sítio arqueológico pré-histórico no país.

As habituais leis em Israel determinam que, ao iniciar uma nova construção, a presença de peritos ou arqueólogos é obrigatória. Isso ocorre porque o subsolo de país é visto como um reservatório de vestígios e ruínas, que podem estar ligados aos tempos bíblicos ou épocas posteriores.

Esta é a primeira vez que um assentamento em larga escala do período neolítico é descoberto em Israel. Os pesquisadores estimam que entre 2 e 3 mil moradores viviam ali. Durante as escavações, arqueólogos encontraram grandes edifícios com becos entre ele. Para os especialistas, a descoberta demonstra também uma certa evidência de planejamento avançado por parte da população da época. 

Acredita-se que alguns cômodos foram usados ​​como espaços de convivência, alguns como instalações públicas e outros para fins rituais. Também foram encontradas evidências de fabricação de ferramentas de sílex, uma rocha muito usada no período. Tais ferramentas incluíam pontas de flechas, que poderiam ter sido utilizadas para caça.

Outros achados

Uma série de pequenos objetos foram descobertos durante as escavações. Na lista, encontram-se, por exemplo, oferendas funerárias, objetos considerados presentes e que eram enterrados com o morto. Seguindo os pressupostos da crença dos povos neolíticos, os pesquisadores acreditam que esses objetos seriam usados ​​pelo indivíduo na vida após a morte. Também foram encontradas numerosas sepulturas. Todas entre as casas.

As oferendas funerárias incluíam objetos de pedra, trabalhados a partir de um mineral que ainda não foi identificado. Os arqueólogos ficaram surpresos ao encontrarem também objetos feitos de obsidiana. O material é um vidro vulcânico, cuja origem mais próxima é a região da Anatólia, na Turquia. A presença desses objetos aponta indícios de que os habitantes do local faziam trocas com outros povos.

Os pesquisadores descobriram também conchas do mar do Mediterrâneo e do Mar Vermelho. Além de adornos, como, por exemplo, pulseiras. As pulseiras eram feitas de pedra e, provavelmente, por serem bastante pequenas, foram feitas para as crianças. O Período Neolítico é o primeiro período em que as populações se afastam da caça e da coleta como meio de sobrevivência. Os povos da época caminhavam em direção a um estilo de vida que envolvia agricultura e pecuária. Esta mudança crítica é, às vezes, chamada de Revolução Neolítica.

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