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Conheça os “Broken Arrows”, os acidentes com armas nucleares

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Existe um nome científico para retratar a contaminação, apreensão, após o roubo ou perda de uma arma nuclear. Esses lançamentos podem ter sido realizados de forma autorizada ou não. Apresentando perigo para as pessoas de forma real ou implícita, as características citadas acima fazem parte de eventos que são chamados pelos militares de Broken Arrows (flechas partidas em português).

Dados oficiais apontam que existem pelo menos 32 casos reportados de artefatos perdidos desde a década de 1950. A data representa o período que finalizou a Segunda Guerra Mundial e o começo da Guerra Fria.

Entre as bombas perdidas, algumas são apontadas como tendo sido lançadas por engano, sendo ejetadas em casos de grave emergência e depois recuperadas. No entanto, três delas, todas de origem norte-americana, continuam perdidas em algum lugar da Terra.

Além disso, especialistas apontam que o baixo número de “Broken Arrows” não deve ser totalmente considerado. Isso porque existe a possibilidade de alguns países não reportarem o desaparecimento de bombas nucleares. Dessa forma, os números de conhecimento público retratam somente os casos norte-americanos.

Desaparecimentos durante a Guerra Fria

Foto: Wikimedia Commons

Primeiramente é preciso explicar que a Guerra Fria foi um período em que as tensões envolvendo os Estados Unidos e a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) ficou ainda mais acirrada.

Essa época foi marcada pelas duas nações fortalecendo suas forças armadas, investindo em tecnologia nuclear. Esse também foi o momento com maior número de sumiços de bombas nucleares.

Há relatos, repercutidos pelo portal Mega Curioso, que a União Soviética, em 1986, possuía cerca de 45 mil armas nucleares, bombas que podem ter sido perdidas e nunca mais encontradas. 

No entanto, como a história nuclear da URSS é um mistério, não existem dados oficiais sobre o tema. De qualquer forma, é importante destacar que os relatos de incidentes soviéticos envolvem submarinos, diferente dos casos norte-americanos.

O período também foi marcado pelos caçadores de bombas. O mais excêntrico foi o Howard Hughes. Ele fingiu estar interessado em mineração em águas profundas para procurar o submarino soviético K-129, que afundou no Oceano Pacífico.

Após isso, o Hughes acabou sendo destruído no processo de resgate.

Perdas devem ser permanentes

Foto: Getty Images

Diferente dos aviões, com as suas caixas pretas, as bombas nucleares não possuem um mecanismo para serem encontradas. Além disso, é preciso destacar que elas desaparecem há aproximadamente 60 anos.

De acordo com especialistas no assunto, o desaparecimento das armas nucleares são um prejuízo permanente, e não somente financeiro.

Eles também apontam que é pouco provável que as bombas norte-americanas sejam encontradas, principalmente porque as buscas visuais são complicadas. Uma outra maneira de procurar seria por picos radioativos, mas as “flechas perdidas” não são, na verdade, radioativas.

Dessa forma, é comum que as armas nucleares, como as desaparecidas, não sejam consideradas ricos potenciais pelos estragos que podem causar. No entanto, esses casos evidenciam possíveis falhas no sistema de segurança.

Armas nucleares dos Estados Unidos que foram perdidas 

Foto: Getty Images

O próprio Pentágono afirma que os Estados Unidos sofreram 32 acidentes com “Broken Arrows”, entre eles, está incluso o episódio de 1980 em Damascus, Arkansas, assunto documentado pela American Experience Command and Control.

No entanto, existem outros incidentes envolvendo arsenal nuclear que não fazem parte dessa lista. O site American Experience compartilhou dois documentos que retratam esse tema.

O primeiro enumera as 32 flechas partidas oficiais. Já o segundo, um documento desclassificado da Defense Atomic Support Agency (Agência de Apoio Atômico de Defesa) obtido pelo jornalista Eric Schlosser, aponta diversos outros acidentes.

Esses eventos variam desde o menor, a ativação inexplicável de um sistema de sprinklers no compartimento de armazenamento de armas de um porta-aviões, ao considerado mais grave, uma arma queimando por aproximadamente quatro horas com duas detonações de baixa ordem.

Veja o documento completo aqui.

Fonte: American Experience, Mega Curioso

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