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Depois de 25 anos ‘O Auto da Compadecida’ irá ganhar sequência

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O cinema brasileiro existe desde julho de 1896, e nesses mais de 120 anos de história, ele teve momentos de grande repercussão internacional. Além disso, não é de hoje que o Brasil faz verdadeiras obras de arte, como por exemplo, o icônico “O Auto da Compadecida”.

“O Auto da Compadecida” é uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna. O objetivo do escritor pernambucano era elevar a linguagem popular, a literatura do cordel, bem como os autos medievais. Tudo isso de uma forma lúdica, cômica e satírica.

Por tratar de temas tão importantes de uma maneira leve e bem humorada, logo o texto da peça foi adaptado para se tornar um filme. O longa foi dirigido por Guel Arraes. Ele levou o texto do papel para as telonas, além de ter traduzido, de forma fiel, a imagem da história.

Não foi surpresa para ninguém que o filme foi um grande sucesso, conquistando tanto a crítica como o público. Além disso, “O Auto da Compadecida” está na lista da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) como um dos melhores filmes brasileiros.

Sequência

Por ser um filme já considerado um clássico do cinema, ele sempre esteve presente na mente das pessoas com um carinho bastante especial. E para a felicidade de todos, veio a notícia que depois de 25 anos “O Auto da Compadecida” irá ganhar uma sequência.

O anúncio foi feito pelos atores Selton Mello e Matheus Nachtergaele, os icônicos Chicó e João Grilo, no domingo através das suas redes sociais. De acordo com o post deles, a previsão do filme é para 2024. A sequência também será dirigida por Guel Arraes e por Flávia Lacerda.

“Fazer o Chicó novamente, ao lado do João Grilo, é uma emoção gigante, que nunca imaginei reviver! Nosso time é de craques, faremos o Auto 2 à altura da grandeza do nosso filme do peito e celebrando a memória de Ariano Suassuna. O Brasil esperava e merecia esse presente”, escreveu Melo em seu post.

“Aprendi muito a amar o Brasil e seus palhaços no sertão de Suassuna… no sertão brincante de nós! É muito emocionante reecontrar Chicó e João Grilo agora, 25 anos depois: que as Bodas de Prata do Auto da Compadecida sejam uma celebração e uma renovação pros coração! Bora bora, Caxangá”, escreveu Nachtergaele.

O que se sabe até agora é apenas a previsão para o lançamento do longa e que a dupla estará de volta. O elenco do filme será divulgado em breve.

O Auto da Compadecida

Catraca livre

Mesmo sendo um clássico do cinema nacional e amado por praticamente todo mundo, existem algumas curiosidades que nem todos sabem sobre ele. Como por exemplo, em 1999 “O Auto da Compadecida” foi uma minissérie que teve quatro capítulos. E o filme foi uma adaptação dessa série.

Por mais que fosse uma minissérie, isso não quer dizer que o tempo de produção foi curto. Cada um dos episódios levava cerca de nove dias para ser gravado. Ao todo, foram 37 dias de gravação, tanto no Rio de Janeiro como na Paraíba.

Além disso, para o cenário do longa, a equipe de filmagem foi para a cidade de Cabeceiras, no sertão da Paraíba, e adaptaram as fachadas das casas, disfarçaram os cabos telefônicos, pintaram a igreja e até trocaram postes.

Com relação à acomodação, também foi preciso toda uma logística. Até porque, para fazer um filme como esse é preciso muita gente, e gravando no sertão, normalmente lugares para acomodações costumam ser um problema. Por isso que um esquema enorme foi montado para que todas as 65 pessoas da equipe pudessem se acomodar.

Para resolver o problema a produção alugou duas fazendas e todos os quartos de um hotel a 20 quilômetros do set de filmagem e 12 casas.

Outra curiosidade sobre o “O Auto da Compadecida” é com relação aos figurinos, que por si só já chamam a atenção dos espectadores. O que muita gente pode não saber é que toda a indumentária de cangaceiro vestida por Severino, personagem de Marco Nanini, pesava oito quilos. E além do figurino, o ator ainda usava látex no rosto, peruca e olho de vidro.

Um longa não é nada sem uma trilha sonora boa. No caso de “O Auto da Compadecida”, João Falcão, que divide o roteiro com Guel Arraes e Adriana Falcão, ficou quatro dias em Recife para compor a trilha sonora original da minissérie.

Ele a compôs junto com músicos pernambucanos. As músicas foram gravadas levando em consideração as características de cada um dos personagens e as cenas em que estavam.

Fonte: CNN, Gshow

Imagens: Instagram, Catraca livre

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