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Entenda como funciona o sistema de saúde dos EUA

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A maioria das pessoas sabe que cuidados médicos nos Estados Unidos custam caro. Uma internação de três dias pode custar US$ 30 mil (aproximadamente R$ 140.769,00 na cotação atual), caso você não tenha plano de saúde. Por causa do sistema de saúde, muitas pessoas desistem de morar no país.

Veja abaixo como funciona o sistema de saúde dos Estados Unidos.

A história do sistema de saúde dos Estados Unidos

Foto: Reprodução

O debate político sobre o dever dos Estados Unidos em fornecer ou não um sistema de saúde bancado pelo governo surgiu no século XIX. Em 1854, a ativista Dorothea Dix criou um projeto de lei para garantir saúde pública a todos os cidadãos. Porém, sua ideia foi vetada pelo então presidente Franklin Pierce.

No início do século 20, o ex-presidente americano Theodore Roosevelt tentou implementar um sistema de saúde pública, mas foi derrotado pelos partidos Republicano e Democrata. Após isso, instituições privadas se tornaram responsáveis pelos convênios médicos.

Nos Estados Unidos, a única forma de receber atendimento é pagando um convênio particular. Pessoas abaixo da linha de pobreza e idosos são os únicos beneficiados por serviços gratuitos, como o Medicare e Medicaid, que prestam serviços simples e de emergência.

O sistema de saúde Medicare e Medicaid

Foto: Reprodução

O Medicare é um sistema de saúde social criado em 1966. Sustentado pelo governo federal, o programa oferece atendimento médico para americanos de 65 anos ou mais que tenham contribuído com o pagamento de impostos para a saúde durante seus anos de trabalho. O sistema também oferece cuidados para pessoas com deficiências, condições que as impeçam de trabalhar, e doenças terminais.

O Medicare é dividido em quatro tipos de serviços diferentes, dependendo da contribuição do trabalhador e da empresa.

Enquanto isso, o Medicaid é um programa de saúde voltado para pessoas de qualquer idade que têm recursos financeiros extremamente limitados. O Medicaid é bancado pelo governo federal em conjunto com os estados. Eles reembolsam hospitais e médicos que oferecem tratamento a pessoas que não podem pagar as suas próprias despesas médicas.

Como funciona o sistema de saúde privado nos EUA?

Foto: Reprodução

Os Estados Unidos adotam o sistema federalista, com isso, os estados têm bastante autonomia para criar regras e leis próprias. Portanto, cada estado oferece diferentes tipos de cobertura de saúde e regulamenta o funcionamento dos convênios médicos em seus territórios. 

A maneira mais comum de conseguir um plano de saúde nos Estados Unidos é trabalhando em uma empresa que ofereça o benefício aos funcionários. Porém, a maior parte da população não é beneficiada por essa prática, e não tem dinheiro suficiente para pagar um convênio. 

As seguradoras de saúde nos Estados Unidos oferecem diversos planos, com valores e coberturas distintos. Os planos empresariais custam mais barato, mas cada um tem suas regras. Já os individuais costumam pesar mais no bolso, porém, é a própria pessoa que escolhe o melhor plano.

Os planos empresariais e individuais pagam uma mensalidade fixa para a seguradora. Esse valor costuma cobrir serviços mais simples, como atendimentos rápidos no pronto-socorro. Geralmente, é preciso pagar uma quantia extra para consultas médicas, exames, tratamentos e outros serviços não incluídos. Quanto mais cara for a mensalidade fixa, menos taxas extras são cobradas.

Também é necessário pagar uma franquia chamada “deductible”, na hora de contratar o plano. Por exemplo, caso você contrate um seguro cujo “deductible” é US$ 3 mil, a seguradora só começará a cobrir os gastos depois que esses US$ 3 mil iniciais forem gastos. 

Já o “Out of Pocket Maximum” coloca um limite no quanto o usuário pode tirar do próprio bolso por ano. Se o valor determinado for US$7 mil e ele precisar de um tratamento complexo, que custe mais caro, a seguradora se encarregará de pagar a diferença.

O Obamacare

Foto: Reprodução

O Patient Protection and Affordable Care Act (PPACA ou, em português, “Lei de Proteção e Cuidado Acessível ao Paciente”), também conhecido como Obamacare, tem o objetivo de ampliar o acesso dos americanos a convênios médicos. 

A lei foi assinada em março de 2010 e previa que todo cidadão deveria ter seguro de saúde até 31 de março de 2014. As pessoas que não o adquirissem teriam de pagar uma multa de US$ 95, incluída nos impostos pagos anualmente. Em 2016, a taxa foi de US$695, ou 2,5% da renda familiar total do indivíduo. No ano de 2017, o então presidente Donald Trump eliminou a multa.

A meta do Obamacare é diminuir os gastos do governo federal em um sistema de saúde, facilitando o acesso da população a convênios médicos.

O Trumpcare

Foto: Getty Images

Quando assumiu a presidência em 2017, Donald Trump criou o Trumpcare, uma alternativa ao Obamacare. Apesar do projeto de Obama continuar em vigor, em 2017, o governo retirou o pagamento das taxas para quem não tiver plano de saúde, assim como a obrigatoriedade criada para empresas com mais de 50 funcionários. No entanto, continuou valendo a possibilidade de manter os filhos no seguro até que completem 26 anos.

Fonte: Politize

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