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Entenda o motivo de algumas encomendas importadas acabarem ficando meses presas em Curitiba

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      08/06/18 às 14h44

Devido a uma série de questões, a compra e o consumo de itens de tecnologia no Brasil pode ser bem difícil. Ou muito cara. Caso você queira construir um robô de combate, por exemplo, a grande maioria das peças e componentes necessários para construí-lo só são produzidas ou estão à venda fora de nosso país.

No entanto, algumas pessoas optam pela importação desses produtos. E o problema justamente começa quando esses produtos chegam em território brasileiro. Onde, como incontáveis registros feitos nas páginas da Receita Federal e dos Correios podem atestar, são barrados e as compras podem ficar estagnadas durante meses.

Quando uma encomenda chega ao Brasil, ela é enviada a uma das três unidades de tratamento Internacional dos Correios. Uma fica em São Paulo, outra no Rio de Janeiro e uma outra em Curitiba. São Paulo e Rio, recebem encomendas de até 30 kg. Já no caso de Curitiba, eles recebem volumes de até 2 kg.

O grande problema

Segundo os Correios, uma vez que essas encomendas chegam à unidade de Curitiba, elas ficam aguardando para que seja realizado um processo chamado de "desembaraço aduaneiro". E, para isso, não há um prazo definido. Tudo basicamente depende do volume a ser processado. O processo basicamente consiste na fiscalização das cargas por órgãos como a Receita Federal, ANVISA, VIGIAGRO, Exército, IBAMA, entre outros.

Apesar de toda a demora e das milhares de reclamações, o serviço de postagem garante que cerca de 95% das cargas recebidas em Curitiba chegam ao seu destino final em até uma semana. E ainda acrescentam: "As pequenas encomendas econômicas, que possuem código de registro iniciado pela letra R, por exemplo, não pertencem ao serviço de encomendas, segundo a legislação postal e, por essa razão, não possuem rastreamento completo."

O professor José Meireles de Sousa, coordenador do curso CST de Comércio Exterior e Finanças da Universidade Anhembi Morumbi, aponta que a demora no recebimento das mercadorias pode ser fruto do modelo de transporte interno brasileiro. "Os aviões fazem várias escalas e, após chegada aos aeroportos brasileiros, a movimentação até Curitiba se faz via rodovia, o que também pode demorar", explica Sousa.

Na unidade de Curitiba, chegam em torno de 200 mil encomendas por dia. E com o aumento no rigor da fiscalização da Receita Federal, a demora pode ser agravada. No entanto, Sousa faz uma ressalva mencionando as melhorias feitas pelos Correios em seu sistema de importações e automação dos serviços em colaboração com a Receita Federal.

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Via   VICE  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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