Natureza

Fósseis de lampreias ‘assassinas’ comedoras de carne são encontrados na China

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Na China, pesquisadores descobriram dois fósseis de lampreias com 160 milhões de anos. No entanto, o que impressiona é o estado incrível de preservação.

Um deles, o maior já encontrado, poderá ajudar na história evolutiva desse grupo.

Lampreias pertencem a um dos dois grupos de vertebrados sem mandíbulas. Seus primeiros registros fósseis remontam a cerca de 360 milhões de anos.

Esses peixes antigos, com 31 espécies ainda existentes, são conhecidos por suas bocas de ventosas, repletas de dentes, usadas para agarrar presas e extrair sangue e outros fluidos corporais.

Os fósseis são provenientes do período Jurássico, em torno de 201,3 milhões a 145 milhões de anos atrás. Além disso, preenchem lacunas no registro evolutivo entre as primeiras descobertas e as linhagens contemporâneas.

Descobertas em um leito fóssil no nordeste da China, as lampreias receberam o nome de Yanliaomyzon occisor e Y. ingensdentes, que significam “assassino” em latim e “dentes grandes” em grego, conforme relato do LiveScience.

Os pesquisadores descreveram detalhes do caso em um estudo publicado na Nature Communications na última terça-feira.

Nele, falaram sobre essas lampreias fósseis e o estado incrivelmente preservado em que estavam, apresentando também um conjunto completo de estruturas de alimentação.

Via UOL

Evolução

Os autores destacam mudanças significativas nas lampreias desde o início do período Devoniano ao examinar os primeiros fósseis.

No entanto, lacunas nos registros fósseis anteriormente existentes dificultavam a precisão na identificação do momento exato dessas transformações.

Um exemplo notável é o Y. occisor, o maior dos fósseis recém-descobertos, medindo impressionantes 64,2 centímetros de comprimento.

Em comparação, as espécies vivas atuais podem alcançar até 120 centímetros, enquanto as formas primitivas eram substancialmente menores.

As lampreias mais antigas possuíam dentes pequenos e simples, e provavelmente não tinham glândulas produtoras de anticoagulantes.

Nesse caso, são opostas às lampreias modernas, que usam essa substância para manter o sangue de suas presas fluindo.

A análise do aparelho bucal dessas primeiras lampreias também sugere que elas não eram predadoras nem parasitas, mas se alimentavam de algas.

Os pesquisadores observam que suas oportunidades de alimentação eram limitadas devido à incapacidade de penetrar as escamas ou armaduras espessas de muitos potenciais hospedeiros.

Os fósseis recentemente examinados revelam bocas “extensamente dentadas”, indicando que as lampreias já atacavam outros animais há pelo menos 160 milhões de anos, conforme destacado no estudo.

O que são lampreias?

Via UOL

Atualmente, também existem lampreias no ecossistema aquático, embora com características diferentes dos fósseis encontrados.

Essa espécie inclui peixes agnatas, o que significa que pertencem a um grupo de vertebrados que não possuem mandíbulas.

Esses animais têm corpos alongados e cilíndricos, com uma boca circular cheia de dentes queratinizados.

Uma característica distintiva das lampreias é a presença de uma ventosa oral, que usam para se fixar em outros peixes e, em alguns casos, mamíferos marinhos, para se alimentarem de sangue e fluidos corporais.

Existem cerca de 41 espécies conhecidas de lampreias, e elas existem em águas doces e marinhas ao redor do mundo.

Seu ciclo de vida inclui uma fase larval, chamada amocete, que se assemelha a um verme e vive no fundo de corpos d’água.

À medida que amadurecem, as lampreias passam por metamorfoses e desenvolvem sua forma adulta.

Elas também têm uma história evolutiva antiga, remontando a centenas de milhões de anos, como a descoberta acabou de confirmar.

Além disso, desempenham papéis importantes nos ecossistemas aquáticos como predadores, embora algumas espécies se alimentem exclusivamente de detritos e algas.

Com os fósseis, será possível preencher lacunas da História e entender mais sobre a evolução desses animais em específico. Ainda, os pesquisadores estão animados com a possibilidade da espécie ter sua evolução na região nordeste da China, ampliando o catálogo local.

 

Fonte: UOL, Mundo Educação

Imagens: UOL, UOL

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