"Lagarto Alien" tem sangue verde, é tóxico e está evoluindo

POR Mateus Graff    EM Mundo Animal      21/05/18 às 13h18

E que tal um lagarto que acabou de chegar no planeta Terra? Brincadeiras à parte, estamos falando na verdade de um lagarto terrestre, mas que parece ter saído de outro mundo. Parece até ficção científica, mas não é. Estamos falando de lagartos com sangue verde, músculos e ossos verdes, mas que também pode variar entre um azul-esverdeado e um verde-limão brilhante.

Apesar do fato de que isso pode ocorrer naturalmente em várias espécies, ninguém sabe exatamente o porquê disso acontecer. É algo realmente estranho, considerando que esse sangue verde é tóxico e que esses animais deveriam estar mortos. A gente conta um pouco mais dessa história para vocês.

Lagartos tóxicos de sangue verde

Pesquisadores da Universidade Estadual da Louisiana estão estudando lagartos de sangue verde da ilha do Pacífico da Nova Guiné. Considerados do grupo Prasinohaema ("sangue verde"), sabe-se que essa espécie é a única que evoluiu.

Mas acontece que as espécies de répteis virescens na verdade vêm de linhagens separadas, e que o sangue verde evoluiu de forma independente por quatro vezes diferentes nas linhas dos ancestrais de sangue vermelho.

O que faz o nosso sangue vermelho é a pulsação da hemoglobina através de nossas veias. Já o sangue desses lagartos é colorido por causa de uma molécula conhecida como biliverdina. Esse pigmento normalmente é encontrado na bile verde e, na maioria dos casos, é bastante tóxica, podendo causar até icterícia quando se acumula no sistema circulatório.

Considerando que o pigmento é associado a algo tóxico, o fato de que qualquer animal o possua, sem falar que evoluiu 4 vezes, é uma surpresa. Isso sugere que a cor dá alguma vantagem aos lagartos.

O pigmento foi encontrado em níveis mais altos do que o esperado em alguns insetos, peixes e sapos, e alguns experimentos sugeriram que ele poderia ajudar a limpar os radicais livres que circulam no sangue, potencialmente prevenindo doenças.

"Além de ter a maior concentração de biliverdina registrada para qualquer animal, esses lagartos desenvolveram, de alguma forma, uma resistência à toxicidade do pigmento biliar", disse o líder do estudo, Zachary Rodriguez, da Louisiana State University. Ele ainda afirma que compreender as mudanças fisiológicas subjacentes que permitiram que esses animais permanecessem livres de icterícia pode se traduzir em abordagens não tradicionais para os problemas específicos de saúde.

Os pesquisadores ainda estão estudando o fato de que uma propriedade da biliverdina pode matar o parasita da malária em humanos. Mas e você, sabia que animais tão estranhos vivem entre nós? Comente!

Mateus Graff
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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