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Mais de 750.000 abelhas são encontradas mortas no interior de São Paulo

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Que as abelhas são importantes para a natureza e sua biodiversidade, todo mundo sabe, mas você já parou para pensar no que aconteceria se as abelhas fossem extintas? A preocupação deve ir além do mel. Se as abelhas deixassem de existir, a humanidade correria sérios riscos.

Felizmente, a preocupação com as abelhas têm aumentado. Principalmente com relação ao seu número e o que isso pode significar. Por conta disso, uma situação que aconteceu em uma área de criação na zona rural de Jardinópolis, em São Paulo, foi  bastante preocupante.

A Defesa Agropecuária de São Paulo, órgão da Secretaria Estadual da Agricultura, está investigando a morte de, pelo menos, 750 mil abelhas na região. A suspeita é de que elas tenham morrido depois de um avião soltando pulverizantes em uma plantação de cana-de-açúcar ter passado. Por causa do vento, o produto acabou sendo levado até o apiário onde estavam as caixas com as abelhas.

“Foram solicitados à empresa que realizou a pulverização os planos de voos e os relatórios operacionais para confrontar as condições ambientais no momento do voo e as condições recomendadas para aplicação”, informou o órgão em uma nota.

Além disso, Otávio Okano, gerente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), disse em entrevista ao G! que o órgão também está investigando quais foram os outros possíveis danos ambientais que aconteceram na região.

“Pode ser desde advertência até uma multa. O valor depende dos agravantes que possam ter. Não deve ter morrido só abelha. Deve ter sido atingida área de preservação permanente e pode ter causado dano ambiental. Primeiro tem que fazer uma vistoria. Só mais para frente dará para saber”, disse ele.

Mortes

O apicultor Antônio Anderson de Matos Magalhães tem aproximadamente 1,5 milhão de abelhas que produzem mel. Elas são divididas em grupos de 50 mil, em 30 caixas.

Depois desse acidente, a perda foi calculada de, pelo menos, 50% dos insetos. No entanto o número total só será sabido no fim de semana.

“Boa parte já foi morta. Tem caixas que foram 100%, tem caixa que dá para perceber que foram 80%, pela movimentação que sobrou quando a gente abre. Tudo indica que, no decorrer da semana, vai perder o restante do enxame”, disse o apicultor.

O homem estima que o seu prejuízo inicial seja de 12 mil reais apenas com as caixas usadas para guardar as abelhas. E o material também terá que ser incinerado já que foi atingido pelo produto químico.

Até o momento, a perda do produto que Magalhães vende, ou seja, o mel, ainda não foi calculada. “Com a mortandade das abelhas, vai afetar, com certeza, nossa produção. O apiário que eu tenho ali já tem quatro anos, tem uma certa seleção. A gente vai selecionando a genética, deixando cada vez mais forte, para melhorar a produção”, explicou.

Análises

De acordo com a Coordenadora de Defesa Agropecuária de São Paulo, um médico veterinário e um engenheiro agrônomo vão verificar os sinais observados nas abelhas e ver se eles são de intoxicação ou outras doenças.

Se a suspeita for de intoxicação, as abelhas mortas ou que estejam com dificuldades de movimentação vão  ser levadas para o Laboratório de Ecologia dos Agroquímicos do Instituto Biológico.

Depois disso, um engenheiro agrônomo vai fiscalizar o uso de agrotóxicos nas propriedades ao redor da área afetada. Ele fará isso para ver se a aplicação foi feita de forma regular.

“As empresas de pulverização aérea devem estar cadastradas junto à Defesa Agropecuária. Caso seja encontrada alguma irregularidade nos itens avaliados, serão aplicadas as medidas legais cabíveis em cada situação”, disse o órgão.

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