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Depois de seis anos, família que morou em uma enfermaria deixa o hospital

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Todos nós sabemos que ninguém gosta de passar mais tempo do que o necessário em um hospital e é por isso, que o momento de receber alta sempre é tão esperado. Por mais que a ânsia de deixar a instituição hospitalar se alie a saudade de casa, a alta, infelizmente, nem sempre, chega quando desejamos.

Não acredita? Veja, então, a história desse cidadão chinês, que acabou morando com os pais na enfermaria de um hospital por exatos seis anos.

Hospital

Em 2014, um chinês, identificado pela mídia apenas pelo sobrenome de Tian, foi internado em um importante hospital de Pequim com sintomas que incluíam náuseas, vômitos e uma certa instabilidade para caminhar. Devido ao quadro clínico, o indivíduo teve que ser submetido a um procedimento cirúrgico.

De acordo com os veículos de comunicação de Pequim, Tian deveria passar apenas alguns dias na enfermaria antes de receber alta. No entanto, devido ao valor que foi cobrado por todo serviço hospitalar, o sujeito se viu obrigado a entrar na justiça.

No decorrer do andamento dos trâmites judiciais, Tian, que sempre esteve acompanhado de seus pais, se recusou inúmeras vezes a deixar a instituição hospitalar. A estranha saga só chegou ao fim na semana passada, ou seja, seis anos depois.

Moradia

Como permaneceram na enfermaria por seis anos, Tian e seus pais acabaram transformando o local em um ambiente familiar. Conforme foi divulgado pela imprensa de Pequim, os pais do indivíduo chegaram até a levar panelas, mantimentos e diversos pertences pessoais para o local.

Apesar do hospital ter tentado inúmeras vezes retirar a família, os três fizeram de tudo para seguir na enfermaria. Em 2019, por exemplo, o hospital chegou a dispensar as demandas de 1,26 milhão de yuans (US$ 195.000) em despesas médicas apenas para fazê-los partir. O trio, ao longo dos anos, além desta, recusaram inúmeras outras propostas que foram feitas por parte do hospital mediante a justiça.

Em diversos momentos, a instituição hospitalar forneceu provas de que Tian já não precisava de mais nenhum atendimento médico. O hospital, além disso, argumentou que o sujeito e sua família estavam usufruindo de recursos que poderiam ser disponibilizados a outros pacientes. Mesmo assim, no ano passado, Tian rebateu os argumentos do hospital à justiça, alegando negligência médica.

O fim

A novela terminou na semana passada, quando o juiz Luo Shengli, do Tribunal Popular do Distrito de Xicheng, em Pequim, decidiu que Tian e seus pais deveriam deixar a enfermaria que ocuparam ao longo de todos esses anos.

O juiz decidiu também que o hospital deveria pagar a família uma indenização no valor de 480.000 yuans (US$ 73.000). O trio retornou a casa em uma ambulância que foi disponibilizada pelo hospital.

Vale lembrar que caso que acabamos de relatar é uma exceção. Em momento algum nenhum meio de comunicação de Pequim divulgou a gravidade da doença de Tian ou os motivos que o fizeram a alegar a negligência médica. 

É importante frisar isso porque a alta médica hospitalar é, e sempre será, uma prerrogativa do médico. É importante lembrar também que o paciente, quando hospitalizado, tem o direito de ter um médico como responsável e é dever do Diretor-Clínico da instituição hospitalar de saúde prover as providências cabíveis para que isso ocorra.

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