Médico realiza último desejo de idosa e mostra como é simples ser humano

POR Diogo Quiareli    EM Entretenimento      12/05/17 às 13h29

Lidar com doenças não é uma tarefa fácil e todos nós sabemos disso. Quando nos deparamos com uma maligna, é pior ainda e esse convívio é o trabalho de muitos médicos, na verdade de todos. As pessoas que sofrem de algum mal de saúde tendem a ficar preocupadas e as vezes até mesmo desesperadas, necessitando então de um apoio maior. E foi buscando sobre casos assim que encontramos a história do médico Marco Deplano. Marco trabalha como urologista, em Sardenha, Itália. Apesar de ainda ser bem jovem, Marco já presenciou muitas doenças que acabaram com o final feliz, ou nem tão feliz assim, ou nada feliz.

Certo dia o doutor teve que atender uma mulher idosa e a história dela e que ele viveu junto marcou sua vida para sempre. Depois de uma consulta muito emocionante, o homem resolveu publicar em seu Facebook a história, passando uma bela mensagem, dizia ele:

"Hoje me chamaram de outra secção para uma consulta. Era algo bastante rotineiro, uma paciente idosa com câncer que precisava de um cateter. Ela tinha cerca de 80 anos, e possuía um cabelo bem cuidado e uma manicure bem feita.

‘- Bom dia.

- Bom dia, doutor.’

Olhei para o seu relatório e fiz um reconhecimento.

Seus rins não estavam indo tão bem e ela não podia urinar normalmente, então tínhamos de colocar um cateter nela. Isso iria resolver o problema, mas a idosa teria de carregar dois sacos pendurados em eu corpo (ela já tinha um no estômago, pois havia sido operada ao intestino).

‘- Desculpe doutor, isso significa que eu vou ter que levar os sacos pendurados para todo o lado?

- Sim, infelizmente’.

Houve um silêncio, e nós nos sentamos lá em até que ela olhou para mim e sorriu.

‘- Posso lhe perguntar seu nome?

- Deplano.

- Não, eu o seu primeiro nome.

- Marco

- Marco, um nome muito bonito. Você tem alguns minutos?

- Claro.

- Eu já estou morta, você sabia?

- Não… sinto muito, não entendi!

- Eu morri há 15 anos, quando meu filho de 33 anos morreu de um ataque cardíaco. Eu morri com ele naquele dia.

- Sinto muito.

- Eu morri naquele dia com ele, e depois morri novamente quando fui diagnosticada com câncer. Mas agora, eu não quero mais nada. Meus outros filhos e meus netos estão bem. Agora eu quero encontrar meu falecido filho. Qual é o sentido de viver alguns dias com alguns sacos no meu corpo, e dar tanto sofrimento e trabalho extra aos meus entes queridos?

Eu quero manter minha dignidade. Você se sentiria ofendido se eu decidir não colocar o cateter? Estou cansada, eu deixo a minha vida nas mãos de Deus. Diga-me a verdade: vou sofrer?

- Não, você não vai sofrer, e pode fazer o que quiser, mas se você colocar os dois sacos…

- Marco, não. É a minha vida, eu decidi. Se você quiser me ajudar, tire esses tubos de mim para que possa ir para casa e comer gelados com meu neto’.

Suas palavras me fizeram sentir frágil, como se tivesse arrancado as pétalas de uma flor, uma a uma. Esqueci tudo, meu cansaço, minha frustração, e minha raiva.

Eu esqueci todos os meus anos de estudo, os milhares de páginas que eu li e todas as regras. Senti a frágil e desarmado perante a morte!

Eu me virei e comecei a escrever no relatório para a enfermeira não ver as lágrimas nos meus olhos. Eu estava emocionado, algo que não acontece muitas vezes.

‘- Marco, eu lhe comovi?

Sim, um pouco, desculpe…

- Não, não faz mal, isso é bonito, obrigada. Faz-me sentir importante. Ouça, você vai me fazer um último favor? Se meus filhos lhe chamarem ou gritarem por mim, me ligue para eu lhes pedir para parar. Escreva no relatório que eu estou bem, de acordo?

- Sim, vou fazer isso.

- Só mais uma coisa mais.

- Claro!

- Você é especial, eu sei que você está indo para ir embora. Me dê um beijo como você teria feito se fosse meu filho, ok?

- Claro!

- Vou rezar por você e pelo meu filho. Espero que nos encontremos de novo.

- Eu, também, muito obrigado.

Nesse momento, a mulher era a pessoa mais bonita do mundo, brilhando, me senti tão seguro com essa mãe e avó. O amor mais autêntico… Ela me deu a lição mais importante da minha vida com palavras simples. A morte é a última fase da vida. Não há nenhuma razão para sentir medo e ansiedade.

Essas coisas não se aprenderem quando estudamos. Eu me senti tão pequeno e impotente naquele momento. O sofrimento faz parte do amor, e às vezes une mais as pessoas do que o próprio amor.

As palavras simples podem ser mais potentes do que a medicina moderna. Faça o que fizer, lembre-se do que é importante em vez de gastar muito tempo com coisas que, no final, não significam nada".

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Diogo Quiareli
Diogo Quiareli, 23 anos, Gay, Publicitário, Goiano raiz, Geminiano nato e Infinito. Apaixonado por League of Legends, RBD, Glee, astrologia e redação.

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