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O nascimento das misteriosas auroras de Júpiter foi observado pela primeira vez

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O nosso universo é uma imensa caixa de surpresas. Acredita-se que não tenhamos descoberto um terço do que existe em toda essa imensidão, mesmo havendo diversas pessoas que dedicam suas vidas estudando sobre o tema. E novos segredos sempre são revelados.

Da mesma forma que a Terra tem auroras de tirar o fôlego, outros planetas do nosso sistema solar também têm suas próprias versões desse show de luzes. Um deles é Júpiter. O planeta, na verdade, tem as auroras mais poderosas de todo o sistema solar. Elas são invisíveis aos nossos olhos, mas brilham de forma intensa em comprimentos de onda ultravioleta.

Por Júpiter ser totalmente diferente da Terra, os cientistas estão bem empenhados em aprender o que faz com que esses fenômenos atmosféricos sejam impulsionados. E eles acabaram de ter uma nova pista.

Aurora

Foi graças ao orbitador Juno que foi possível observar, pela primeira vez, o começo da misteriosa tempestade auroral de Júpiter. Elas são produzidas por uma chuva constante de elétrons de alta energia que, em sua maioria, são retiradas da atmosfera.

Os elétrons são acelerados ao longo das linhas do campo magnético até os polos de Júpiter. Nessas extremidades, eles caem na alta atmosfera e interagem com os gases para produzir um brilho.

Esse processo é diferente das auroras da Terra, que são feitas por partículas do vento solar. Diferente das auroras terrestres, as de Júpiter são permanentes e podem se comportar de forma bem diferente.

Um desses comportamentos é a tempestade da madrugada, que é um intenso clareamento e alargamento da aurora ao amanhecer. Ela foi observada pela primeira vez em 1994. Contudo, essas tempestades começam no lado noturno do polo. E os cientistas nunca tinham visto elas se formando até esse momento.

“Observar a aurora de Júpiter da Terra não permite que você veja além do limbo, no lado noturno dos polos de Júpiter. Explorações por outras espaçonaves, Voyager, Galileo, Cassini, aconteceram de distâncias relativamente grandes e não voaram sobre os polos, então eles não puderam ver a imagem completa. É por isso que os dados de Juno são uma verdadeira virada de jogo, permitindo-nos uma melhor compreensão do que está acontecendo no lado noturno, onde nascem as tempestades da madrugada”, explicou o astrônomo Bertrand Bonfond,  da Universidade de Liège, na Bélgica.

Júpiter

Essas tempestades são realmente incríveis. Elas começam do lado noturno de Júpiter e vão girando em vista ao amanhecer. Isso transforma a aurora de Júpiter em um farol ultravioleta brilhante que emite centenas ou milhares de gigawatts de luz. Isso é, pelo menos, 10 vezes mais energia do que a aurora Joviana usual. Elas ficam por algumas horas antes de cair para níveis de energia normal.

Como as auroras da Terra e de Júpiter têm essas diferenças, era esperado que o processo que as gerou também fosse diferente. Mas surpreendentemente, os dados do espectrógrafo ultravioleta de Juno parecia bem familiar.

“Quando olhamos para toda a sequência da tempestade do amanhecer, não pudemos deixar de notar que as auroras da tempestade do amanhecer em Júpiter são muito semelhantes a um tipo de auroras terrestres chamadas subtempestades”, disse o astrônomo Zhonghua Yao, da Universidade de Liège.

Observações

As subtempestades aurorais da Terra são bem incríveis de serem vistas. Elas acontecem quando a magnetosfera do planeta é perturbada por correntes elétricas, tendo como resultado uma liberação explosiva de energia na ionosfera. Nela, a energia é dissipada como uma aurora dançante e complexa que pode durar horas.

Essa descoberta aumenta a compreensão dos pesquisadores a respeito dos processos aurorais de ambos planetas. Isso pode ajudá-los a entender melhor a aurora em outros corpos no futuro.

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