Ciência e Tecnologia

O que aconteceria se todas armas nucleares do mundo fossem detonadas ao mesmo tempo?

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A Coréia do Norte voltou a realizar um novo teste nuclear no último domingo (3). No total, foram seis testes realizados sob o comando do líder norte-coreano Kin Jong-Un. O último e mais grave realizado da capital, Pyongyang, representa “uma nova dimensão de ameaça”, segundo o presidente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Isso porque, o último teste foi feito com uma bomba mais avançada que as demais: uma bomba de hidrogênio para um míssil de longo alcance. A potência do dispositivo foi tão intenso que chegou a provocar um terremoto de magnitude 6,3 no território da Coréia do Norte.

Em resposta, a Coréia do Sul realizou um ataque simulado. Realizou exercícios com lançamento de mísseis de aviões e treinos com bombardeios para mostrar a força ao seu vizinho coreano. Do outro lado, no Conselho de Segurança da ONU — com pauta para a discussão dos testes nucleares e novas sanções à Coreia do Norte — a embaixadora Nikki Haley, representante norte-americana, respondeu que o regime de Pyongyang  está “implorando por uma guerra”.

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A Coréia do Norte não é famosa por promover o diálogo com outras nações. As ultimas sanções impostas ao país aparentemente despertaram ainda mais ameaças e testes com mísseis. Está clara a intenção de Kin Jong-Un: provar a capacidade militar de seu país, defender o prolongamento do regime instituído há décadas na região e forçar o respeito, assim como novas brechas de mercado, por meio da ameaça de uma tragédia nuclear.

“Apesar dos nossos esforços, o programa nuclear da Coreia do Norte está mais avançado e mais perigoso do que nunca. A guerra nunca é algo que os Estados Unidos querem. Nós não queremos isso agora. Mas a paciência do nosso país não é ilimitada”, argumentou a embaixadora norte-americana Nikki Haley, segundo matéria publicada pelo portal G1.

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O presidente dos Estados Unidos, eleito sob a bandeira de tornar o país “forte novamente”, também não é conhecido pela promoção do diálogo. Em resposta ao penúltimo teste nuclear realizado pelos norte-coreanos, Donald Trump disse que iria responder às ameaças “com fogo e fúria jamais vistos pelo mundo.”

A ideia de uma guerra nuclear não parece mais tão absurda. Essa é uma possibilidade que o mundo precisa discutir e estudar a fim de compreender as reais consequências que um conflito dessa magnitude causaria aos seres humanos, à natureza e ao planeta como um todo.

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Segundo a Federação Científica Americana, somando o arsenal de todo os países, o mundo possui atualmente 14.900 misseis nucleares conhecidos, porque existem também aqueles não declarados. A Rússia em primeiro lugar, teria 7.000 misseis. Os Estados Unidos outros 6.800. É importante dizer que há variações no poder de destruição de cada bomba, que varia de acordo com a tecnologia utilizada na sua criação.

Os Estados Unidos possuem as mais destrutivas, chamadas de B83. Apenas uma bomba termonuclear dessa espécie equivale a 79 bombas “Little Boy”, (nome dado à bomba) lançada na cidade japonesa de Hiroshima, durante a Segunda Guerra Mundial, no dia 6 de agosto de 1945.

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Segundo matéria publicada pela Revista PlayGround, os cálculos realizados sobre a capacidade de uma B83 são assustadoramente terríveis. Depois de sua explosão, uma bola de fogo com mais de 5,7 quilômetros quadrados alcançariam temperaturas acima de 83 milhões de graus Celsius. A onda de pressão gerada da explosão seria o suficiente para derrubar tudo, todo e qualquer edifício e construção em um raio de 16,8 km².

Absolutamente todas as pessoas dentro da área de até 420 quilômetros sofreriam queimaduras de terceiro grau devido a radiação térmica. E as pessoas que estivessem dentro do raio de 20 quilômetros acabaria morrendo devido aos efeitos da radiação.

Isso tudo causado por apenas uma bomba B83. Agora imagine em uma guerra nuclear onde são disparadas mais de um míssil?

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Vamos mais longe: o que aconteceria por exemplo a detonação de todas as bombas da Rússia e dos Estados Unidos, partindo da ideia que todas elas possuem a mesma potência de uma B83? Somando o arsenal das duas nações: seriam 13.800 bombas detonadas ao mesmo tempo. O que aconteceria nesse cenário hipotético?

Imediatamente, 94 quilômetros de terra ficariam completamente arrasados. A explosão derrubaria tudo que estivesse próximo ao raio de 232.000 km² quadrados. Isso equivale a 295 cidades de Nova Iorque, totalmente destruídas. A bola de fogo gerada da detonação alcançaria 79.000 km² e carbonizaria tudo que encontrasse pela frente. Todas as pessoas dentro de uma área de 5.8 milhões de km² sofreriam queimaduras de terceiro grau. O alcance dessas detonações seria o mesmo que enfileirar 3.700 cidades de Londres, uma após a outra, como explica a matéria da revista PlayGround.

Além disso, a radiação contaminaria uma área de 284.000 km². Cerca de 100 milhões de pessoas morreriam logo após a primeira hora da detonação e outros milhões gradualmente ao longo do tempo, devido a doenças provocadas pela radiação.

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O estudo “Consequências ambientais de uma guerra nuclear” desenvolvido por Brian Toon, membro do “Laboratório para a Atmosfera e Espaço Físico” da Universidade de Boulder, no Colorado, Alan Robock, professor de ciência atmosférica na Universidade de Rutgers, em Nova Jersey e Rich Turco, professor de ciência atmosférica da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, propôs a investigação das consequências de uma detonação simultânea de 100 bombas como as de Hiroshima.

De capacidade e poderio menor que as bombas atuais, “apenas” a detonação de 100 bombas iguais as de Hiroshima seriam o suficiente para gerar poeira e cinzas radioativas capazes de gerar uma mudança climática em nível global. “A concentração de partículas de suspensão impossibilitaria que parte da luz solar alcançasse a superfície terrestre, causando um decréscimo da temperatura global em 1ºC.

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Se 100 bombas do período da Segunda Guerra Mundial causariam todo esse estrago, o que aconteceria se todo o arsenal mundial fosse detonado de uma só vez? Aconteceria o que os cientistas conhecessem por “Inverno Nuclear”.

Isso porque a nuvem tóxica causada pelas explosões provocariam uma redução de quase 100% da luz solar, o que provocaria um resfriamento alarmante na superfície terrestre, impedindo que as plantas realizem a fotossíntese, destruindo a agricultura e a pecuária do planeta, provocando uma escassez de alimento e recursos sem precedentes, além de doenças e o caos generalizado que se instalaria ao redor do mundo.

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Sem a luz do sol estaríamos reduzidos à noite, à escuridão, ao frio, a fome, a tristeza. A poeira instalada na atmosfera poderia levar décadas para se dissipar completamente. Seria enfim, uma extinção massiva do nosso próprio planeta. Praticamente um suicídio global causado pelas próprias nações que insistem em produzir por motivos de “defesa”, aquilo que também pode destruir a si mesmos.

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Você acredita na possibilidade de uma guerra nuclear? O que você pensa sobre esse conflito? Não esqueça de deixar o seu comentário e aproveite também para compartilhar a matéria com seus amigos e familiares. É preciso que todos entendam a gravidade de uma guerra nuclear: apenas uma bomba causaria uma tragédia da qual não esqueceríamos tão cedo.

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