Natureza

Os 6 corações mais estranhos do Reino Animal

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A natureza está cheia de corações estranhos, e nem é sobre o significado oculto deles! Claro, esse é o símbolo do amor e tem várias associações culturais, mas no Reino Animal, estamos falando sobre corações peculiares e particularmente diferentes.

Por exemplo, enquanto o coração humano bate cerca de 80 vezes por minuto, o beija-flor tem um coração que consegue passar de mil batimentos por minuto enquanto ele voa!

Ou, ainda, enquanto o coração humano pesa cerca de 300 gramas, o das girafas chega a atingir 11 kg.

Essas e outras características tornam esse órgão fascinante, e você confere algumas das espécies que são mais esquisitas!

Quais são os corações estranhos no reino animal?

Os sapos

Via Só Científica

Os sapos apresentam um coração peculiar, composto por apenas três câmaras, sendo dois átrios e um ventrículo. Em comparação, os seres humanos possuem duas câmaras de cada tipo.

Tradicionalmente, a função cardíaca consiste em receber o sangue desoxigenado, enviá-lo aos pulmões para oxigenação e, em seguida, distribuir o sangue oxigenado pelos tecidos.

Contudo, nos anfíbios, um sulco separa o sangue em um único ventrículo, conforme observado por Daniel Mulcahy, especialista em anfíbios e répteis, e curador do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian Institution.

Além disso, existem sapos capazes de suportar o congelamento, cujos corações param completamente quando o sapo congela durante a hibernação de inverno, retomando suas batidas dentro de uma hora.

As baleias

O segundo na lista de corações estranhos pertence à baleia azul, cujo órgão é o maior do mundo entre os animais.

Conforme James Mead, curador emérito de mamíferos marinhos no departamento de zoologia de vertebrados do Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution, esse órgão é do tamanho de um carro pequeno e pesa cerca de 430 quilos.

Assim como em outros animais, as baleias possuem quatro câmaras em seus corações.

Em mergulhos profundos, a frequência cardíaca geralmente diminui para quatro batimentos por minuto, contribuindo para prolongar o tempo de mergulho desses mamíferos!

Via Só Científica

Os cefalópodes

Este conjunto de criaturas inclui polvos e lulas, e se destaca por possuírem três corações.

Dessa forma, eles demoram mais para morrer, e conseguem sobreviver embaixo d’água com maior facilidade, mantendo seu corpo funcionando de maneira flexível.

Ainda, o sangue desses habitantes marinhos adquire uma tonalidade azul devido à presença de cobre durante a oxigenação, ao contrário do sangue humano, que é avermelhado devido ao ferro.

As baratas

O coração das baratas não se dedica principalmente ao transporte de sangue oxigenado, mas sim de nutrientes.

Em consonância com outros insetos, as baratas possuem um sistema circulatório aberto, onde o sangue não preenche os vasos sanguíneos.

No entanto, o propósito do coração desses insetos não está na distribuição de oxigênio pelo corpo, pois eles respiram através de espiráculos em seus corpos, dispensando a necessidade de transporte sanguíneo de oxigênio.

Segundo Don Moore III, cientista sênior do Zoológico Nacional do Smithsonian em Washington, DC, o coração das baratas, embora bata em uma frequência semelhante à dos humanos, carrega nutrientes e exibe uma coloração branca ou amarela.

As minhocas

As minhocas, pertencentes ao grupo dos anelídeos, não possuem um coração convencional, mas sim órgãos “falsos” chamados pseudocorações, encarregados de comprimir os vasos e conduzir o sangue.

Desprovidas de pulmões, essas criaturas absorvem oxigênio através da pele úmida, enquanto seus vasos são repletos de vasos sanguíneos, à semelhança dos humanos.

Os peixes

Via Só Científica

Um estudo de 2002 publicado na revista Science revelou que os peixes-zebra têm a capacidade notável de regenerar completamente o músculo cardíaco em apenas dois meses, mesmo após sofrer danos equivalentes a 20% do coração.

Além disso, esses animais possuem apenas um átrio e um ventrículo, acompanhados de outras estruturas reguladoras que controlam a pressão sanguínea ao passar pelos capilares que circundam suas brânquias.

Dessa forma, também entram na lista de corações estranhos do reino animal, mas que evoluíram para permitir a sobrevivência de cada espécie.

 

Fonte: Só Científica

Imagens: Só Científica, Só Científica, Só Científica

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