A noite do dia 2 de janeiro, comecinho de 2020, foi abalada com uma notícia. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria ordenado um ataque em Bagdá, no Iraque. Qassem Soleimani, o chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e um dos homens de maior poder do país, morreu. A causa de sua morte foi um ataque com drone dos Estados Unidos. Essa informação foi confirmada pelo Pentágono, que afirmou ser de autoria do presidente Donald Trump o ataque.

Em uma nota, o órgão culpou Soleimani pela morte de americanos no Oriente Médio. Disse ainda que o objetivo dos Estados Unidos foi deter planos de futuros ataques por parte do Irã. Trump, que estava na Flórida no momento em que aconteceu o ataque, postou uma bandeira americana em suas redes sociais. No entanto, não chegou a falar sobre esse episódio. O Twitter logo virou um palco de discussões sobre o assunto e diversos usuários temem que uma nova guerra se inicie e, mais do que isso, que ela possa envolver outros países.

Irã promete vingança a Trump

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De acordo com o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em um comunicado feito, sexta-feira (3), a morte de Qassem Soleimani só fará dobrar a motivação da resistência contra os Estados Unidos. "Todos os inimigos devem saber que a jihad de resistência continuará com uma motivação dobrada. Uma vitória definitiva aguarda os combatentes na guerra santa". Essas foram algumas palavras ditas por Khamenei em um comunicado divulgado pela TV. No mesmo, ele pedia três dias de luto nacional.

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou que agora o país se encontra ainda mais determinado a resistir aos Estados Unidos. Além disso, promete vingança. "O martírio de Soleimani tornará o Irã mais decisivo para resistir ao expansionismo americano. Ainda defender nossos valores islâmicos. Sem dúvida, o Irã e outros países que buscam a liberdade na região se vingarão", confirmou Rouhani. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, disse que a morte de Soleimani é um "ato de terrorismo" dos Estados Unidos. Isso foi extremamente perigoso e uma escalada tola.

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Importância de Qassem Soleimani

Qassem Soleimani tinha 62 anos e era um grande líder das forças militares iranianas. Além disso, o homem era visto como um herói nacional. Ele era o responsável por chefiar a Guarda Revolucionária. Essa é uma força paramilitar de elite que responde diretamente ao aiatolá Ali Khamenei, que é o líder supremo do país há 30 anos. A Guarda Revolucionária é um tipo de exército paralelo que surgiu em 1979, após a Revolução Islâmica.

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Na ocasião, o governo passou a ser supervisionado pelo clero. Em 2019, mais precisamente em abril, os Estados unidos designaram a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista. Essa foi a primeira vez que Washington designou uma unidade militar de outro país como terrorista. O Irã reforçou apoio ao Hezbollah e outros militantes pró-iranianos. Isso expandiu a presença militar do Irã no Iraque e na Síria. Além disso, organizou a ofensiva da Síria contra os grupos rebeldes durante a guerra civil que assola o país. Segundo especialistas, a morte de Soleimani trará consequências geopolíticas gravíssimas.

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Publicado em: 03/01/20 15h59