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Professora de Harvard diz que óleo de coco é na verdade um perigo para a saúde

POR Mateus Graff    EM Ciência e Tecnologia      28/08/18 às 20h13

Muitas pessoas falam sobre os benefícios do óleo de coco. As pessoas usam como shampoo, para combater lábios ressecados, combater espinhas e até emagrecer. Mas será mesmo que tal substância traz benefícios à saúde? Para uma professora de Harvard, o uso do óleo de coco na verdade traz grandes perigos para o nosso organismo.

Estamos falando da professora Karin Michels, uma epidemiologista da escola de saúde pública de Harvard. Ela disse que o óleo de coco não tem tantos benefícios assim, e que na verdade essa pode ser uma das piores substâncias que se pode consumir. Por quê? Isso é o que a Fatos Desconhecidos vai mostrar nessa matéria para vocês, confiram:

Os perigos do óleo de coco

Michels fez os comentários em uma palestra chamada "Oléo de coco e outros erros nutricionais", feita na Universidade de Freiburg. Ela disse que a alta proporção de gordura saturada no óleo de coco pode aumentar os níveis de colesterol LDL, trazendo assim riscos de doenças cardiovasculares.

Segundo seu discurso, a substância tem mais de 80% de gordura saturada, que equivale ao dobro da quantidade encontrada na banha de porco e 60% vezes mais do que encontramos em um prato com gordura animal frita.

Em 2017, por exemplo, a Associação Americana do Coração revisou as evidências do óleo de coco. Enquanto cerca de três quartos dos profissionais do Serviço de Saúde Pública dos EUA consideram o óleo um alimento saudável, apenas 37% dos nutricionistas concordam com essa afirmação.

Nessa revisão os autores atribuíram os números a grande quantidade de informações veiculadas nas imprensas do mundo inteiro e reforçavam que ele não é tão bom assim como a maioria das pessoas acha. Os pesquisadores declaram o seguinte: "Por aumentar o colesterol LDL, uma das razões para doenças cardiovasculares, e não se conhecer nenhum efeito compensatório favorável, desaconselhamos o uso do óleo de coco".

Opinião de outras organizações

Outras organizações também concordam com o órgão norte americano. A Fundação Britânica de Nutrição, por exemplo, diz que "o óleo de coco pode ser incluído na dieta, porém, devido seu elevado nível de gordura saturada ele só pode ser adicionado em pequenas quantidades e como parte integrante de uma dieta balanceada. Não há evidências científicas fortes o suficiente até então que sustentem os benefícios positivos de se ingerir o óleo de coco."

Victoria Taylor, dietista da Fundação Britânica de Nutrição, declarou o seguinte para o jornal The Guardian: "Sabemos que dietas com elevado nível de gordura saturada estão associadas ao aumento de colesterol não-HDL no sangue, e o colesterol alto é um fator de risco para doenças cardíacas e derrames".

"Há algumas especulações de que algumas das gorduras saturadas presentes no óleo de coco sejam melhores para nós do que outras encontradas em outros alimentos, mas, até então, não há nenhuma pesquisa realmente confiável que nos dê uma resposta definitiva", completou Victoria Taylor.

O que podemos concluir com isso? Bom, ainda podemos continuar usando o óleo de coco nos tratamentos de beleza, por exemplo. Mas ingeri-lo, ao menos segundo essas organizações, não é o recomendável.

Mas e você também faz o uso do óleo de coco e ficou surpreso com esse alerta? Não esqueça de comentar aqui embaixo!

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Mateus Graff
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